Se já posso morrer
que possa dizer
dos caprichos da noite
infinita que me acolherá.

Ela me levará
em seus braços.
pelos céus de versos
entre nuvens de poesia.

Ouvirá meu canto
e me perguntará
dos poetas que deixei,
entre eles Celso de Alencar,
que previu a partida
e lembrou-me a bagagem a levar.

Então lhe direi que o deixe aqui
que é Poeta do Inferno,
não do Céu.
Não combina com os espaços celestes
como eu.

Que fique aqui.
Se já posso morrer,
que possa levar as flores
de todos os poetas que amo
para enfeitar ainda mais
o deslumbrado Céu.

Mary Castilho

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