
Ontem, vendo esta foto feita em Sergipe, escrevi isto que acho ser um poema:
Saí daquela terra
E fui cantando mundo afora
As tristezas do que vivi.
O que fui encontrando na estrada
Não diferia do que deixei.
Numa paragem vi fome
Mas pássaros cantavam
Ao redor daquilo
E achei que ainda havia vida para cantar.
O grande Rio chegou e desci.
Não era o Ganges mas molhei a testa e disse a mim mesmo:
Vai passar.
Quando molhava a testa
Senti uma mão divina.
Delirei?
Havia poesia no pensamento.
As águas do grande rio.
Ao meu lado, homens que eram homens,
Que riam de minha testa molhada,
Eram amigos de um mesmo dia,
Amigos de uma mesma estrada.
Fonte: feicebuque do Luis Avelima

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