Recentemente, durante a divulgação de um evento, uma situação frustrante, aconteceu: uma amiga me disse que não ficou sabendo. Pedi a ela que conferisse seu whatsapp. Ela viu que havia sido enviada a divulgação duas vezes pra ela. Outras pessoas também relataram o mesmo. O evento foi divulgado em redes sociais, jornais e rádios, mas as pessoas simplesmente disseram que não viram. Por que isso acontece?
EXPLICAÇÕES
Somos bombardeados por centenas de mensagens diárias. Um usuário comum é exposto a milhares de anúncios por dia, mas seu cérebro filtra a maioria deles. Como é mais divertido passarmos feeds, memes, anúncios, vídeos de entretenimento e assuntos de nosso interesse, ignoramos comunicações de interesse secundário e só os conteúdos extremamente relevantes (ou polêmicos) são notados.

O QUE FAZER PRA VENCER ESSA POLUIÇÃO DE CONTEÚDOS?
A imagem inicial tem de ser impactante, apelativa. Talvez uma cena de meninas dançando. um disco voador, a cara de um político amado/odiado, cães e gatos, escudo de time de futebol, a cara da Virgínia, do Gustavo Lima, quem sabe do influencier da moda? E tem de gastar com impulsionamento e repetição. Estudos do marketing mostram que uma mensagem precisa ser vista entre 7 e 20 vezes para ser lembrada.
O QUE EVITAR?
Palavras como literatura, justiça social, direitos humanos repelem. Imagens de idosos só se for meme . Imagens femininas, só se for sensualizando. Assuntos sérios ou intelectualizados só se tiver uma imagem non sense, pra fisgar a atenção .
CONCLUSÃO
A poluição digital não vai diminuir – pelo contrário, só tende a piorar. Com a associação dos algoritmos com a inteligência artificial, são despejados na rede milhões de conteúdos feitos pra estimular a dopamina e prender ainda mais a atenção.
Neste ambiente hiper saturado, não basta apenas divulgar. É um grande desafio fazer com que as pessoas queiram verdadeiramente prestar atenção. Quem sabe um nude frontal, quem sabe imitar o Sílvio Santos com chamadas do tipo: – Quem quer dinheiro? Talvez uma fofoca cabeluda sobre um careca ou uma campanha pra arrecadar dinheiro para uma pessoa que tem uma doença rara…
*Marcos Martino é jornalista, escritor, compositor, cantor, divulgador cultural nascido na cidade de Alvinópolis (MG)

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