O arrepio da alma se dá na convulsão
No torpor do que pulsa apesar da morte
No frenesi do espelho d'água beijando o umbigo da ave noturna
No murmúrio descendente do canal lacrimal
No azeite incensado no centro da floresta negra e
no dourado respingo dos rastros do lagarto sagrado.
O arrepio da alma só se opera como um milagre nas minúsculas gotas dos lábios entreabertos
após sorverem na língua-agulha
uma língua-poema
sorrateira e fatal
feito a
eternidade

.
Fonte: feicebuque da Beth Brait Alvim

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