por Marcio Catunda
Jorge Ventura,
o astro da poesia carioca,
dialoga com Tânatos,
ao atravessar as noites
de uivos insanos,
para atender aos amigos
que o esperamos
nos saraus da Zona Sul.
Para chegar a muitos lugares,
ele tem braços múltiplos
como Shiva.
Na sua trajetória,
águia de luminosos tentáculos,
ele recolhe lebres lúbricas
pelos descaminhos insuspeitos.
O ofício da arte é o seu manancial,
a sua mania e a sua maneira
de sentir a condição humana
e disseminar o fluido
da benquerença
entre os seres do mundo.
Hei de fundar com ele
a República dos Poetas,
da qual não exilaremos Platão,
porque na nossa fraternidade
não haverá dissidências irreconciliáveis.
Versátil Jorge, dublador de si, driblador de si,
multiplicador de afetos,
cidadão do verbo imaginário.
Líder visionário que acredita
na vitória dos homens gentis.

Fonte do texto e da imagem: feicebuque do Marcio Catunda

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