O amor-objeto ou a idealização do amor
Quando nos apaixonamos por alguém, a coisa funciona assim: nós lhe atribuímos qualidades, dons e aptidões que ele ou ela, eventualmente, não têm; em suma, idealizamos nosso objeto de amor. E não é por generosidade; é porque queremos e esperamos ser amados por alguém cujo amor por nós valeria como lisonja. Ou seja, idealizamos nosso objeto de amor para verificar que somos amáveis aos olhos de nossos próprios ideais.

Contardo Calligaris, no livro “Cartas a um jovem terapeuta: II. Quatro Bilhetes”.
Desire II, Joseph Lorusso, 1966.

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