𝐉Á 𝐓𝐄 𝐌𝐀𝐓𝐀𝐑𝐀𝐌 𝐃𝐄𝐌𝐀𝐈𝐒 Mulher,Tira do peito aflitoEste silêncio atroz,Solta pro mundo o teu grito,Mostra a tua voz.Mulher,Este teu rosto sofridoÉ de tanto olhar para o chão,Liberta os teus sentidos,Sai dessa escuridão. Mulher,Não deixes mais que te falemPra engolir os teus ais,Não deixes mais que te calem,Já te calaram demais.Mulher,Não deixes que te maltratem,Não te…
“𝗢 𝗕𝗘𝗠 𝗘 𝗢 𝗠𝗔𝗟 O bem é ser livre E voar muito além dos pinheiros da montanha. O mal é ser cativo E ter olhos de pássaro cegados por agulhas.” Raquel Naveira – Ontem foi um dia memorável, pois a convite do Cesar Augusto de Carvalho e do Rubens Jardim, tive a oportunidade de…
𝙑𝙄𝙑𝙀𝙍 𝙀 𝙈𝙊𝙍𝙍𝙀𝙍 𝙉𝙊𝙎 𝙏𝙀𝙐𝙎 𝘽𝙍𝘼Ç𝙊𝙎 Viver e morrer nos Teus braços Terão para mim igual validade. A existência presa em Teus laços: Vida e morte em plena felicidade. Viver Contigo é nunca perder o Norte.É ser feliz como a mais feliz criança, Conhecer o Amor mais puro e mais forte, Na eterna amizade da…
o espelho e o tempo, de Hamilton Fariaontem olhei no espelho de relancee nada gostei do que vivitalvez o tempo eu não mais alcancepois também não gostei do que morritempo pedra – se desfaz de lento -até uma árvore sem folhas e sem tronco forma que faz presença no invisívelum mago que faz sumir os…
CONVITE PARA A FELICIDADE (Antonio Feliciano de Castilho)Ditoso, Júlia, ditoso, quem livre de inquietação come os frutos que semeia, e dorme no seu torrão; que desconhece das cortes intriga, esperança e receios, que julga acabar-se o mundo, onde acabam seus passeios. Penúria e riqueza ignora, dois escolhos da virtude, e tira do seu trabalho bens,…
Espero a tradição milenar de um pénis sedento Amigos, amigas, Para quem ainda não conhece (e não imagina o que está perdendo) recomendo ler a jovem Hirondina Joshua |Maputo, 31 de maio de 1987|. Escritora/poeta moçambicana. Membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO). Redatora da Revista Incomunidade, curadora do projecto de literatura no M’benga –…
Minha pátria é a palavraJardineiro de mundos,semeio a infânciano coração dos adultose a esperançanos olhos das crianças.Minha pátria é a palavra —e nela construo pontesentre o que fuie o que ainda posso ser.Quero deixar entre a primeirae a última palavra que escreverei,um caminho feito de memóriasde rios e de terra, de ruas, de sonhos e…
A filha da minha filha Esta menina é a Amanda,bem juntinho do seu avô.Mas eu já não me reconheço:o tempo me transformou.Esta menina tão linda,ah! como ela cresceu!Hoje está mais bela aindae quase maior do que eu.Estou tão velho e cansado,mas o meu olhar, como ele brilha!quando tenho do meu ladoa filha da minha filha.Amanda,…
Colhe o dia, porque és ele (Alberto Caeiro-Fernando Pessoa) Uns, com os olhos postos no passado, Veem o que não veem: outros, fitos Os mesmos olhos no futuro, veem O que não pode ver-se. Por que tão longe ir pôr o que está perto — A segurança nossa? Este é o dia, Esta é a…
Canção do mar, de Remisson AnicetoNo mar quase tudo nada,quase tudo nada no mar.No azul mar de imensidão,até onde a vista inunda,no mar quase tudo nada,nada na superfície, nada n’águas profundas.No mar quase tudo nadae o que não nada ou quase nada,quando não boia, afunda.No globo quase todo mar,na terra quase nada terra,em ondas ora…