Categoria: Poetas


  • 𝐉Á 𝐓𝐄 𝐌𝐀𝐓𝐀𝐑𝐀𝐌 𝐃𝐄𝐌𝐀𝐈𝐒 Mulher,Tira do peito aflitoEste silêncio atroz,Solta pro mundo o teu grito,Mostra a tua voz.Mulher,Este teu rosto sofridoÉ de tanto olhar para o chão,Liberta os teus sentidos,Sai dessa escuridão. Mulher,Não deixes mais que te falemPra engolir os teus ais,Não deixes mais que te calem,Já te calaram demais.Mulher,Não deixes que te maltratem,Não te…

  • 𝙑𝙄𝙑𝙀𝙍 𝙀 𝙈𝙊𝙍𝙍𝙀𝙍 𝙉𝙊𝙎 𝙏𝙀𝙐𝙎 𝘽𝙍𝘼Ç𝙊𝙎 Viver e morrer nos Teus braços Terão para mim igual validade. A existência presa em Teus laços: Vida e morte em plena felicidade. Viver Contigo é nunca perder o Norte.É ser feliz como a mais feliz criança, Conhecer o Amor mais puro e mais forte, Na eterna amizade da…

  • o espelho e o tempo, de Hamilton Fariaontem olhei no espelho de relancee nada gostei do que vivitalvez o tempo eu não mais alcancepois também não gostei do que morritempo pedra – se desfaz de lento -até uma árvore sem folhas e sem tronco forma que faz presença no invisívelum mago que faz sumir os…

  • CONVITE PARA A FELICIDADE (Antonio Feliciano de Castilho)Ditoso, Júlia, ditoso, quem livre de inquietação come os frutos que semeia, e dorme no seu torrão; que desconhece das cortes intriga, esperança e receios, que julga acabar-se o mundo, onde acabam seus passeios. Penúria e riqueza ignora, dois escolhos da virtude, e tira do seu trabalho bens,…

  • Duas poesias do livro Entre o Rosa e o Azul, da poeta mineira Yeda Prates Bernis. 𝑶𝑭𝑬𝑹𝑬𝑵𝑫𝑨 Se eu pudesse fazer um poemameigo como a brisa das manhãs,doce como pássaro submisso,lírico como a flor que desabrocha, se eu pudesse fazer um poemaonde as palavras perdessem seu sentidoe se transformassem em etéreas formasem música suaveou em…

  • nada, dividido por doissempre a mesma cena dia e noite acontece: quando a mente ordena,o corpo não obedece.movendo-se devagar,se o corpo sinaliza o desejo de levantar, a mente não autoriza.dilema sem explicaçãoque nunca desaparece:basta o doente ficar sãoque o sadio logo adoece.sendo de ambos dependente,aos poucos a vida se esvai,definhando corpo e mente:se um levanta,…

  • A POESIA QUANDO QUEIMA ———————————————– Para Rubens Jardim A poesia quando queima traz o punho cerrado golpeando o ar a voz rouca pausada, embargada rasgando, rompendoa tarde, a noite no meio da avenida ou na calçadaA poesia quando queima ecoa potência de uma prece de uma luta de uma vidaQue em todos arde, consome ou…

  • Na geografia do teu corpoexploro planícies,planaltos,recôncavos, vales e montes. Na vegetação macia da tua peleme banho de sol e de luae descubro incríveistesouros orvalhadosde água e de terra,de árvore e de folha,de fruto e de florconstantementerenovados. Nada relevo das tuas vertentes,corpografia de lua e sol ardente,de cachoeira, de sombra e de água frescaque corre, escorre…

  • PENAS? QUE PENA! – de Vlado Limapouco antes do fimno último abraçoela disse:”tem 2 pequenos ossosrompendoentre as tuasvértebras””2 pequenos ossos e 7 penugens brancas”minha mão esquerdadeslizavapela coluna delae eu respondi:”tem asas nascendonas tuas costastambém”pouco antes do fimela riue eu ri do riso delae alina eternidade do último abraçolembramos dos nossos carnavaisdos nossos paraísosnosso oásis nossa…

  • interdito n°3no cor-po ex-tintoo cor-te ins-critopalavra de ferro-sanguedes-vio : viabi-partidarastro anti-destrolavra decarnevivalabor delíngua nulasoprosemi-mortoveto de vozduplado ros-to res-tritorestaum ric-togarbo gomes2025.do livro inédito Indenominadofotografia: Amy WinehouseFonte: feicebuque do Ribamar Bernardes