O elevado voo do Veleiro Nova Era, de Pedro Sevylla de Juana Adnotatio PraeviaEnviei a vários amigos o poema que aqui vai, e suas reações foram muito diferentes. Desde a daqueles que pediram praça no veleiro, para eles ou para outros; até a de quem estabeleciam verdadeiro paralelismo com a viagem de Cristóbal Colón. Perguntavam…
poema de Edmir Carvalho Bezerra Tenho flores nos olhos,raízes de estrelas no ouvido,nos lábios, um alaúde emudecido.Enredei de ser um pequeno sol,um balão carregado por gaivotas.Dez príncipes costuram minhas asas,tenho coroas de alazões nos anéis,flertam meus sonhos luas de colheitas.Um cadafalso empurra desertos doentes,para onde dormem os abismos,um trem mastiga minhas unhas,tangerinas jejuam no lilás…
Dois poemas de José Danilo Rangel É como se eu tivesseo tempo todoesperando por algumacoisa,Pronto pra algumacoisaCoisa alguma.******Os ricos tão mais ricosdo que nunca, os pobrestão mais pobres do quenunca.Sinal que tá funcionandoo “trabalhe enquanto eles dormem”.Só não pra quem trabalha.****** Fonte dos textos e da imagem: feicebuque do autor
Rubens Jardim e Álvaro Alves de Faria O Álvaro me disse sobre o Rubens quando lhe enviei esta foto: “Merecida lembrança de nosso querido Rubens Jardim. Fomos amigos por 50 anos. Amigos mesmo de verdade, sem nunca ter havido a vida inteira uma única palavra ofensiva. Uma pena que se tenha ido. Fará muita falta…
há prisão nesta liberdadea fechadura antítese do pássaroo homem contradição do voo-anjos de coturnos acorrentadostoda manhã insisto caminhoabro os braços/ cruz com as chaves da minha reclusão auto- impostaminha liberdade é hiato:olhos de terra e chãohá dias que insisto em asas ou tesouras:_ viver é uma adequação.Angela ZaniratoFonte: feicebuque da poeta
por Soares Feitosa Trouxeram-me a prisioneira aointerrogatório.Recusei-me às perguntas,as respostas estavam ao passado.Sequer o futurose lhe indagou;que também recusouperguntar, quando os carrascos lhedisseram: – Pergunte o que quiser. Ela apenas balbuciou:– Eu sei. Mentíamo-nos,jamais nos víramos.Decretei a prisão imediata de todos oscarrascos.Mantive a prisioneira sob algemas,que ninguém é louco de mantertesoiro tão rico ao léu;prudência…
de Celso de Alencar Era diferente.Tínhamos um inimigo.Sabíamos quem era o inimigo.Agora é diferente.Não sabemos quem é o inimigo.E ele é muito.E vive conosco.Juntos, sentámo-nos em voltada mesma mesa.As árvores ainda nos protegemcom suas sombras de verão.Elas são velhas.Mais velhas que todos nós reunidosmas ainda nos protegem.Fonte do texto: https://recantodopoeta.com/
Coletânea de poesias inspiradas na cidade multifacetada Sâo Paulo.Amor, vida e muita concretude despedaçadas em palavras destes poetas desafiados pelo tempo e vivência desta urbanidade. Andreia Alves – Alexandre Mattos -Angelo Asson – Carlos Mattos – CA CAU -Claudir Vieira – Daniela Bontempi – Lidia Codo – Marina Marino – Maria Lita – Marta Cortezão…
O arrepio da alma se dá na convulsãoNo torpor do que pulsa apesar da morte No frenesi do espelho d’água beijando o umbigo da ave noturnaNo murmúrio descendente do canal lacrimalNo azeite incensado no centro da floresta negra eno dourado respingo dos rastros do lagarto sagrado.O arrepio da alma só se opera como um milagre…
de Betty Vidigal A Poesia é uma musa friaque nos abraça sem nenhum afeto.Sempre que se despede é para sempre. Quando retorna, veio de passagem.E eu, tola, agradeço humildemente essa visita provisória e rápida.Fonte da imagem e do poema: feicebuque da Betty Vidigal