Um poema feito num zap Um poema feito num zap DISSE QUE ESCREVIA, de Marcos Lizardo Na valsa da balsaUm sonho de valsaUm impulso de dança Nessa doçura balança Onde descansam os sonhosÉ onde moram as boas lembrançasQue bailam num caminho em brasaSem sentir dor, apenas o calor“Amor é um fogo que arde…”Na tarde de…
LIXO (crônica de Luís Fernando Verissimo) Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam. Fonte da imagem: https://poesiaspreferidas.wordpress.com/2013/04/20/uma-cronica-de-luis-fernando-verissimo/
Adulterado Criança,não queria crescer.Senhor de mim, gigante,ser criança me bastava.Homem feito,quis ser como antes – criança, e não houve jeito. Hora de viver, não viver!Hora de morrer, morrer! Dia quase chegando ao fim.Que esta noite eu morra direito em casadepois de ter morrido em vão aqui.24 horas de morte ininterrupta,12 durante o dia, 12 noite…
Espetáculo DESCOMPASSOS, escrito por Angelo Mendes Corrêa, coloca em cena conflitos de um casal gay Encenada em uma quitinete próxima a Praça da Sé, a montagem é restrita a apenas 20 espectadores por sessão, que compartilham o mesmo espaço que os atores, como se presenciassem de perto uma DR que, embora particular, ecoa dores e…
As Contradições do Corpo, de Carlos Drummond de AndradeMeu corpo não é meu corpo,é ilusão de outro ser.Sabe a arte de esconder-mee é de tal modo sagazque a mim de mim ele oculta.Meu corpo, não meu agente,meu envelope selado,meu revólver de assustar,tornou-se meu carcereiro,me sabe mais que me sei.Meu corpo apaga a lembrançaque eu tinha…
madrugada o tempo olhou nos meus olhos; disse: – passarei! o eterno (sem olhar) exclamou: – não passarei! – a casa é tua alimento a sede de saciar o Verbo Hamilton Faria Fonte: feicebuque do Hamilton Faria
A Vingança de Aline, de Aefegê GilAline havia planejado sua vingança por meses. O alvo era Marcello, o ex que a havia magoado profundamente. A ideia que lhe veio à mente era maluca, violenta e, ao mesmo tempo, estranhamente teatral. Ela decidiu que sacaria uma arma e daria seis tiros em Marcello, mas com um…
QUANDO A CIDADE VESTE AMARELO é sempre assimum dia qualquer de julhoa cidade acorda vestida de solos ipêspoetas que falam em corensaiam meses em silêncioexplodem em amarelonuma rua sem avisoninguém diz nadaos passos ficam lentosos olhos levescomo se a pressanão combinassecom flor algumaos galhos desenham alegriacom dedos finosaté o ônibus cansadoparece sorrirao passar sob o…
“𝗢 𝗕𝗘𝗠 𝗘 𝗢 𝗠𝗔𝗟 O bem é ser livre E voar muito além dos pinheiros da montanha. O mal é ser cativo E ter olhos de pássaro cegados por agulhas.” Raquel Naveira – Ontem foi um dia memorável, pois a convite do Cesar Augusto de Carvalho e do Rubens Jardim, tive a oportunidade de…
O SILÊNCIO DE VERISSIMO (Leal Kostav) No final da tarde, quando a luz do sol se esgueira pelas cortinas da velha casa no bairro Petrópolis, em Porto Alegre, é possível ouvir o som baixo de um jazz tocando. Talvez um Coltrane melancólico, daqueles que fazem os móveis suspirar memórias. No sofá, Luis Fernando Verissimo observa…