SÓ ENTRE NÓS Quando o vi em África Tinha 13 anos quando o vi em África. Recordo o meu fascínio de menino encantado, a ideia de que poderia ser como ele, aventureiro, solitário e idealista, bonito e sedutor, livre e ferozmente descomprometido. Vi-o a lavar o cabelo de uma mulher que se abandonou para que…
Um poema feito num zapDISSE QUE ESCREVIA, de Marcos LizardoNa valsa da balsaUm sonho de valsaUm impulso de dançaNessa doçura balançaOnde descansam os sonhosÉ onde moram as boas lembrançasQue bailam num caminho em brasaSem sentir dor, apenas o calor“Amor é um fogo que arde…”Na tarde de todas as esperançasAnoitece tarde em todo sonhoDa valsa precisa…
Quando a emoção pede palco DESCOMPASSOS, peça de Angelo Mendes Corrêa Não sou crítico de teatro ou de qualquer outra forma de arte. Não tenho técnica, nem pretensão. Tenho, apenas, um coração que se comove fácil — e quando transborda, pede papel, pede palavras. Foi assim com DESCOMPASSOS, peça escrita pelo professor e jornalista Angelo…
LIXO (crônica de Luís Fernando Verissimo) Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam. Fonte da imagem: https://poesiaspreferidas.wordpress.com/2013/04/20/uma-cronica-de-luis-fernando-verissimo/
Registros do Sarau da Biblioteca Céu Caminho do Mar, no Jabaquara, em 30/08/2025. Depois de reiterados convites do Carlos Galdino, hoje finalmente fui ao Sarau do Jabaquara, no Céu Caminho do Mar. Um espaço encantador, com muitas mesas e estantes recheadas de lliiiivros. Cheguei com a Rosana Venturini e lá reencontrei a querida jornalista e…
Adulterado Criança,não queria crescer.Senhor de mim, gigante,ser criança me bastava.Homem feito,quis ser como antes – criança, e não houve jeito. Hora de viver, não viver!Hora de morrer, morrer! Dia quase chegando ao fim.Que esta noite eu morra direito em casadepois de ter morrido em vão aqui.24 horas de morte ininterrupta,12 durante o dia, 12 noite…
Espetáculo DESCOMPASSOS, escrito por Angelo Mendes Corrêa, coloca em cena conflitos de um casal gay Encenada em uma quitinete próxima a Praça da Sé, a montagem é restrita a apenas 20 espectadores por sessão, que compartilham o mesmo espaço que os atores, como se presenciassem de perto uma DR que, embora particular, ecoa dores e…
O POÉTICO: A LINGUAGEM (Hirondina Joshua) A linguagem poética não se limita à função de comunicar. Ela não se conforma ao gesto de transmitir informações ou de ordenar o real em frases transparentes. A poesia se alimenta da opacidade do verbo, do seu poder de sugerir o que não pode ser capturado em definições. Ao…
Ontem, vendo esta foto feita em Sergipe, escrevi isto que acho ser um poema:Saí daquela terra E fui cantando mundo afora As tristezas do que vivi.O que fui encontrando na estrada Não diferia do que deixei. Numa paragem vi fomeMas pássaros cantavamAo redor daquiloE achei que ainda havia vida para cantar. O grande Rio chegou…