BLÉM-BLÉM-BLÉM
(Onomatopoema)

Blém-blém-blém-blém
Blém-blém-blém-blém

Saudade daquele tempo,
E daquela criança tão feliz,
Subindo a ladeira para a missa
Na igrejinha da matriz.

Quando a cidade despertava
E nascia a manhã dominical

Blém-blém-blém-blém
Blém-blém-blém-blém

O toque do sino repicava
Lá na torre da catedral.
Sempre dando graças a São José,
O seu santo Padroeiro,
Pela ladeira, os novaerenses
Iam sorrindo o tempo inteiro.

Blém-blém-blém-blém
Blém-blém-blém-blém

Se havia chuva ou se havia sol,
Fazendo calor ou fazendo frio,
Todos saíam das suas casas
De um e de outro lado do rio.

Que saudade da capelinha
Tão aconchegante e tão bela
Que enfeitava a igrejinha
De coloridos vitrais nas janelas.

O toque grave do sino
Blém-blém-blém-blém
Blém-blém-blém-blém

Nas manhãs de vento suave
Chamava aquele menino
Pra se abrigar na sua nave.

Hoje, somente a saudade sobeja.
Saudade de quem fui eu.
Saudade da pequena igreja
E daquele menino que cresceu.

Blém-blém-blém-blém
Blém-blém-blém-blém

Hoje, somente a saudade sobeja.
Saudade de quem fui eu.
Saudade da pequena igreja
E daquele menino que cresceu.

Blém-blém-blém-blém
Blém-blém-blém-blém
Blém-blém-blém-blém
Blém-blém-blém-blém

Remisson Aniceto
.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.