• OS OITO CONDENADOS -QUEM COMPRA SEM VER É EMBRULHADO(Poema PROCON)Você já comprou, às cegas, um deputado?E como é que o seu deputado veio?Veio perfeito ou veio estragado?Seu deputado era bonito ou era feio?.Vestia-se bem, o seu deputado?Cheirava bem, ou exalava carniça?Seu produto chegou todo animado ou estava cheio de preguiça?.Você gostou do seu deputado?Acha que…

  • BLÉM-BLÉM-BLÉM(Onomatopoema)Blém-blém-blém-blém Blém-blém-blém-blémSaudade daquele tempo,E daquela criança tão feliz, Subindo a ladeira para a missa Na igrejinha da matriz. Quando a cidade despertavaE nascia a manhã dominicalBlém-blém-blém-blém Blém-blém-blém-blémO toque do sino repicavaLá na torre da catedral. Sempre dando graças a São José, O seu santo Padroeiro, Pela ladeira, os novaerensesIam sorrindo o tempo inteiro. Blém-blém-blém-blém Blém-blém-blém-blémSe…

  • MULHER, de Remisson AnicetoToda noite o sol reclamaque só pode sair durante o diae cedo tem que ir pra cama. Mas a lua… a lua é uma dama,mulher crescida, dona da sua vida. Enquanto criançasó pode brincar durante o dia,assim que a noite chegae o sol vai dormir, a lua, no mesmo instante,põe o seu…

  • VIVA O AMOR, poema de Renata Bomfim VIVA O AMOR, poema de Renata Bomfim E em que furor sagradoOs nossos corpos nus e desejososComo serpentes brancas se enroscaram,Tentando ser um só!(José Régio)celebremos o amor!amo-te, sim,e não é de hoje.amor insólito,estrambótico,enviesado, esse meu.ele faz com que eu veja coisasque não existem,imagine realidades loucas.amor doente…(sim, o amor…

  • Com licença poética Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira.Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie ainda envergonhada.Aceito os subterfúgios que me cabem,sem precisar mentir.Não tão feia que não possa casar,acho o Rio de Janeiro uma beleza eora sim, ora não, creio em parto sem dor.Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a…

  • Um poema feito num zapDISSE QUE ESCREVIA, de Marcos LizardoNa valsa da balsaUm sonho de valsaUm impulso de dançaNessa doçura balançaOnde descansam os sonhosÉ onde moram as boas lembrançasQue bailam num caminho em brasaSem sentir dor, apenas o calor“Amor é um fogo que arde…”Na tarde de todas as esperançasAnoitece tarde em todo sonhoDa valsa precisa…

  • Quando a emoção pede palco DESCOMPASSOS, peça de Angelo Mendes Corrêa Não sou crítico de teatro ou de qualquer outra forma de arte. Não tenho técnica, nem pretensão. Tenho, apenas, um coração que se comove fácil — e quando transborda, pede papel, pede palavras. Foi assim com DESCOMPASSOS, peça escrita pelo professor e jornalista Angelo…

  • Ângela foi embora (por Alessandro de Paula) Ela tinha uma incrível voz rouca. Talvez não a voz de um anjo, mas ela era Ângela. De nascimento, Ângela Maria Diniz Gonsalves. De artista, cantora mais exatamente, Ângela Ro Ro. Partiu não como grande escândalo, sempre metida em badernas que foi, às vezes mais conhecida por suas…

  • Um poema feito num zap Um poema feito num zap DISSE QUE ESCREVIA, de Marcos Lizardo Na valsa da balsaUm sonho de valsaUm impulso de dança Nessa doçura balança Onde descansam os sonhosÉ onde moram as boas lembrançasQue bailam num caminho em brasaSem sentir dor, apenas o calor“Amor é um fogo que arde…”Na tarde de…

  • O DIA EM QUE A CONSTITUIÇÃO PEDIU UM CAFÉ (Leal Kostav) Acordei com a notícia como quem pisa num lego esquecido no tapete: projeto de anistia para golpistas. Respirei. Um, dois, três… quatro cafés. Meu diálogo interior, que às vezes usa terno e gravata, veio ler a chamada com régua e esquadro: “Hã, perdão para…