OS OITO CONDENADOS -QUEM COMPRA SEM VER É EMBRULHADO(Poema PROCON)Você já comprou, às cegas, um deputado?E como é que o seu deputado veio?Veio perfeito ou veio estragado?Seu deputado era bonito ou era feio?.Vestia-se bem, o seu deputado?Cheirava bem, ou exalava carniça?Seu produto chegou todo animado ou estava cheio de preguiça?.Você gostou do seu deputado?Acha que…
BLÉM-BLÉM-BLÉM(Onomatopoema)Blém-blém-blém-blém Blém-blém-blém-blémSaudade daquele tempo,E daquela criança tão feliz, Subindo a ladeira para a missa Na igrejinha da matriz. Quando a cidade despertavaE nascia a manhã dominicalBlém-blém-blém-blém Blém-blém-blém-blémO toque do sino repicavaLá na torre da catedral. Sempre dando graças a São José, O seu santo Padroeiro, Pela ladeira, os novaerensesIam sorrindo o tempo inteiro. Blém-blém-blém-blém Blém-blém-blém-blémSe…
MULHER, de Remisson AnicetoToda noite o sol reclamaque só pode sair durante o diae cedo tem que ir pra cama. Mas a lua… a lua é uma dama,mulher crescida, dona da sua vida. Enquanto criançasó pode brincar durante o dia,assim que a noite chegae o sol vai dormir, a lua, no mesmo instante,põe o seu…
Um poema feito num zapDISSE QUE ESCREVIA, de Marcos LizardoNa valsa da balsaUm sonho de valsaUm impulso de dançaNessa doçura balançaOnde descansam os sonhosÉ onde moram as boas lembrançasQue bailam num caminho em brasaSem sentir dor, apenas o calor“Amor é um fogo que arde…”Na tarde de todas as esperançasAnoitece tarde em todo sonhoDa valsa precisa…
Quando a emoção pede palco DESCOMPASSOS, peça de Angelo Mendes Corrêa Não sou crítico de teatro ou de qualquer outra forma de arte. Não tenho técnica, nem pretensão. Tenho, apenas, um coração que se comove fácil — e quando transborda, pede papel, pede palavras. Foi assim com DESCOMPASSOS, peça escrita pelo professor e jornalista Angelo…
Um poema feito num zap Um poema feito num zap DISSE QUE ESCREVIA, de Marcos Lizardo Na valsa da balsaUm sonho de valsaUm impulso de dança Nessa doçura balança Onde descansam os sonhosÉ onde moram as boas lembrançasQue bailam num caminho em brasaSem sentir dor, apenas o calor“Amor é um fogo que arde…”Na tarde de…
O DIA EM QUE A CONSTITUIÇÃO PEDIU UM CAFÉ (Leal Kostav) Acordei com a notícia como quem pisa num lego esquecido no tapete: projeto de anistia para golpistas. Respirei. Um, dois, três… quatro cafés. Meu diálogo interior, que às vezes usa terno e gravata, veio ler a chamada com régua e esquadro: “Hã, perdão para…
LIXO (crônica de Luís Fernando Verissimo) Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam. Fonte da imagem: https://poesiaspreferidas.wordpress.com/2013/04/20/uma-cronica-de-luis-fernando-verissimo/
Registros do Sarau da Biblioteca Céu Caminho do Mar, no Jabaquara, em 30/08/2025. Depois de reiterados convites do Carlos Galdino, hoje finalmente fui ao Sarau do Jabaquara, no Céu Caminho do Mar. Um espaço encantador, com muitas mesas e estantes recheadas de lliiiivros. Cheguei com a Rosana Venturini e lá reencontrei a querida jornalista e…
Adulterado Criança,não queria crescer.Senhor de mim, gigante,ser criança me bastava.Homem feito,quis ser como antes – criança, e não houve jeito. Hora de viver, não viver!Hora de morrer, morrer! Dia quase chegando ao fim.Que esta noite eu morra direito em casadepois de ter morrido em vão aqui.24 horas de morte ininterrupta,12 durante o dia, 12 noite…