A POESIA QUANDO QUEIMA
———————————————– Para Rubens Jardim

A poesia quando queima traz o punho cerrado
golpeando o ar
a voz rouca pausada, embargada
rasgando, rompendo
a tarde,
a noite
no meio da avenida
ou na calçada
A poesia quando queima
ecoa potência
de uma prece
de uma luta
de uma vida
Que em todos
arde, consome ou
explode

.

Fabiano Fernandes Garcez nasceu em 3 de abril de 1976, na cidade de São Paulo. Formado em Letras, Professor de Língua Portuguesa, é autor dos livros: Poesia se é que há; Diálogos que ainda restam; Rastros para um testamento; Em meio aos ruídos urbanos; Badaladas de uma preliminar; Vínculos e rupturas; Um grama, apenas, do abstrato. 

Fonte: feicebuque do autor


2 respostas para “A POESIA QUANDO QUEIMA, de Fabiano Fernandes Garcez”

  1. Avatar de Renato De Mattos Motta
    Renato De Mattos Motta

    Belo poema para o inesquecível Rubens Jardim!

    1. Avatar de Remisson Aniceto

      Olá, Renato, tudo bem? Obrigado pela tua visita e pelo teu comentário. Querendo escrever teus poemas e outros textos na revista, sinta-se em casa. Será uma honra pra mim. Um abraço.

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