Há 25 anos, começava o pesadelo radioativo com o césio-137, em Goiânia, o maior desastre nuclear do mundo fora de uma usina. Hoje, o debate sobre o uso da energia atômica volta à tona: o Brasil deve aproveitar sua capacidade de enriquecimento de urânio e se tornar potência ou tem que abandonar o projeto?

a discussão do tema reaparece mais viva diante da real necessidade de o Brasil produzir energia para se desenvolver. Mas, por trás da diversificação da matriz energética estão fatos mal explicados, como um suposto programa nuclear clandestino promovido pelo governo brasileiro e os perigos iminentes que a energia atômica traz.

 

Por outro lado, o Brasil possui a sexta maior reserva de urânio do mundo e é um dos poucos países que dominam a tecnologia de enriquecimento para a geração de energia termonuclear com fins pacíficos. Não há dúvidas que a energia nuclear é importante no uso contra câncer e radioterapia, mas a fusão atômica para geração de energia é extremamente sensível e uma substância tão volátil como essa ainda não tem seus riscos sob controle.

 

Equacionar esse dilema é uma das decisões do atual governo diante das reais necessidades que o país se depara. Desde o acidente ocorrido em Goiânia, ainda hoje, as vítimas sofrem com os efeitos da contaminação, somam-se 64 mortes de indivíduos que tiveram contato com a substância, além de mais de 6 mil moradores contaminados e incontáveis casos de cânceres e tumores produzidos pelos dejetos de uma pequena cápsula.

 

Soma-se ainda, o recente acidente na usina de Fukushima, no Japão, que veio para reforçar o aviso cada vez mais urgente de se repensar sobre o uso dessa energia. O governo brasileiro não tem planos para desmantelar as duas usinas em funcionamento em Angra dos Reis (RJ). Ao contrário, não foram paralisados os esforços para a construção de uma terceira estação de geração nuclear, Angra 3.

O ministro de Minas Energia Edison Lobão informou que todas as usinas nucleares brasileiras passarão por testes de segurança, que serão realizados por técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e da Eletronuclear. “No momento, vamos fazer uma avaliação, assim como os outros países também estão fazendo”, disse. Porém, Lobão ressaltou que as obras de Angra 3 não serão interrompidas e que o governo continuará garantindo a produção de urânio sem prejuízo para os produtores.

 

Entretanto, esse cenário é incerto para empresas de equipamentos nucleares, especialistas da comunidade científica se dividem sobre a importância dessa tecnologia e a opinião pública é cativada a não aceitar a fonte.

O governo cogita, inclusive, uma possível abertura do setor à iniciativa privada. Especula-se que a Areva, empresa que assessora a Eletronuclear e que irá fornecer equipamentos para Angra 3, nada tem a acrescentar em termos tecnológicos; o reator da usina foi entregue na década de 80 fornecido pela Siemens, em outras palavras, com tecnologia de mais de 30 anos atrás. Contudo, sobre as reuniões nebulosas que ocorrem nas dependências do Ministério de Minas e Energia, dizem que a nova planta deverá incorporar os avanços tecnológicos, controle digital, além de oferecer um modelo integrado com todas as atividades da produção nuclear.

 

Só na falta de opção

O Brasil é pioneiro na tecnologia de extração e refino de petróleo, é um dos lideres em geração hidráulica, tem a melhor tecnologia para produção de etanol e biodiesel do mundo e desponta em energias renováveis como a eólica. Então, por que quer investir em energia nuclear?

 

Segundo os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as duas usinas nucleares do Brasil respondem por 1,68% da matriz elétrica, ou seja, caso as termonucleares sejam desativadas, não existiria a possibilidade de um possível racionamento de energia, pois representam uma parcela ínfima da geração.

 

Mesmo assim, apesar de ser um país que foge à regra quando comparada com a matriz energética dos europeus, a realidade brasileira hoje é de crescente necessidade de energia em curto prazo. De acordo com projeções do Operador Nacional do Sistema (ONS) – que controla o sistema elétrico brasileiro –, a demanda de energia elétrica no Brasil ao longo da década deverá crescer a uma taxa média de 5% ao ano, saindo de um patamar de consumo total de 456,5 mil gigawatts-hora (GWh) no ano de 2010 para 730,1 mil GWh em 2020.

O desafio de acompanhar a demanda expõe uma infraestrutura elétrica envelhecida e a possibilidade de considerar a energia atômica como uma opção. Por outro lado, a história é testemunha de que essa tecnologia é de alto risco e que em casos de acidentes é quase impossível controlar a situação.

 

Mesmo o acidente com o césio em Goiânia e o recente acidente nuclear ocorrido no Japão, o programa nuclear brasileiro continua firme. À frente dos empreendimentos está a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras que até 2015 deverá colocar Angra 3 para funcionar. Entretanto, o Greenpeace Alemanha divulgou, em conferência de imprensa em Berlim, dois estudos que avaliam a possibilidade de uma catástrofe nuclear acontecer em Angra 3 e suas possíveis consequências.

 

Os relatórios expõem as falhas existentes no projeto da usina nuclear e explica que a ausência de certos componentes essenciais de segurança poderiam fazer com que o Brasil tivesse uma catástrofe ainda maior do que a de Fukushima.
Para o coordenador da campanha de energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, “o Brasil tem diversas opções como Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em Minas Gerais e São Paulo – onde estão os principais mercados consumidores de energia. O potencial conhecido hoje das PCHs chega a 25 GW e corresponde à potência de duas Itaipus”.

Já o governo brasileiro diz que a prioridade do país está focada nas energias renováveis, principalmente hidrelétricas. Em entrevista, o secretário do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura, apontou como serão as diretrizes do governo. “Precisamos escolher a fonte que cause menor impacto e que tenha menor custo unitário. Estamos entrando em uma economia de escala e a energia hidráulica está na faixa de R$ 100,00, ou seja, é uma das mais econômicas.”

 

A solução que ainda é problema

A energia atômica é alvo de controvérsia mundial há mais de 50 anos, quando o presidente americano Eisenhower propôs, em discurso na ONU, o programa atômico pela paz. Hoje, a busca por fontes de energia está levando o Brasil a apostar em caminhos tortuosos na energia nuclear, como em 2010, quando, com a Turquia, mediou um acordo sobre as condições de troca do urânio iraniano levemente enriquecido do Irã, por urânio enriquecido a 20%. Todavia, o país liderado por Mahmoud Ahmadinejad, por fortes tensões com os EUA e Israel, não parece estar disposto em usar a energia atômica para fins pacíficos.

O Brasil domina o ciclo de produção do combustível nuclear e está construindo seu primeiro submarino com propulsão atômica. A revelação de detalhes estratégicos sobre essa tecnologia e os bastidores escusos do programa nuclear estaria no topo das preocupações de quem, no governo Dilma, insiste em manter o sigilo eterno de documentos que datam de mais de 20 anos. Todavia, o programa atômico brasileiro é de longa data e, assim como tem competência para fusão de energia nuclear para geração de energia elétrica, especula-se que também tenha know how para fins bélicos.

 

Por outro lado, é pouco provável que Brasil se enverede na construção de uma bomba nuclear, visto que há anos o país reivindica um acento permanente no conselho de segurança da ONU e é a favor do Tratado de Não Proliferação Nuclear.

 

O passado que o Brasil tenta esconder

Especula-se que as Forças Armadas tentaram desenvolver armas nucleares, com a ajuda de Saddam Hussein. Em 1990, o presidente Fernando Collor jogou uma simbólica pá de cal em um poço de 320 m para testes nucleares na serra do Cachimbo, no Pará. A suspeita é que ele teria sido construído com recursos e tecnologia iraquiana, sob a benção de Saddam Hussein para abrigar testes do programa daquele país. O poço é só um pedaço do quebra-cabeça de uma série de operações clandestinas, iniciadas no governo militar de Ernesto Geisel, para garantir ao Brasil a tecnologia necessária para fabricar a bomba atômica (e ogivas para mísseis nucleares).

 

Na prática, sobretudo a partir do início da década seguinte, o governo manteve dois programas nucleares: o oficial, com fins pacíficos, e o paralelo e sigiloso. Sempre houve facções do regime que defendiam que a única maneira de o Brasil ser respeitado no mundo seria ter a bomba.

 

Além disso, entre 1979 e 1990, o Brasil exportou toneladas de urânio (a matéria-prima das bombas) para Saddam. O roteiro nebuloso inclui espionagem e suborno de técnicos e autoridades estrangeiras, entre outras manobras, que até alimentaram uma CPI sobre o tema. A Constituição de 1988 havia proibido o país de usar a tecnologia nuclear para fins bélicos, mas o esforço dos militares por uma abertura lenta, gradual e, sobretudo, segura sobreviveu até 1990, conforme confirmou mais tarde José Carlos Santana, ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, no governo Collor. Quando o Cnem do Brasil deixou de funcionar, o país estaria prestes a fazer o primeiro teste.

 

Era, nas palavras de Neil Armstrong, “um pequeno passo para o Homem, um passo gigantesco para a Humanidade”

No dia 20 de julho de 1969, a Apolo 11 pousava na Lua. Era, nas palavras de Neil Armstrong, “um pequeno passo para o Homem, um passo gigantesco para a Humanidade”. Apesar da existência de dúvidas sobre o original significado da fala do astronauta, as aspas geralmente atribuídas à ele retratam bem a grandiosidade do feito.

Foi em um domingo na Terra que o comandante Armstrong e o piloto Edwin Aldrin, ou Buzz, ambos com 38 anos de idade, escorregaram para fora da Apollo 11 em seus trajes espaciais reforçados com 21 camadas de tecido rumo ao acontecimento que colocaria seus nomes na História. Em uma gravidade quase 10 vezes menor que a da Terra, os dois homens desajeitadamente se locomoviam pela região lunar batizada de Mar da Tranquilidade. “Adere à sola e aos lados das minhas botas, formando uma camada fina como poeira de carvão”, Armstrong descrevia o solo da Lua à base de controle.

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Uma placa acoplada a um dos pés do módulo Eagles, onde eles viajavam, trazia a frase “Aqui, homens do planeta Terra pisaram na Lua pela primeira vez. Nós viemos em paz, em nome de toda a humanidade”, lida também pelo comandante. Buzz uniu-se a Neil e juntos fincaram a bandeira estadunidense no solo lunar.

O evento foi todo transmitido e o mundo parou diante dos aparelhos de televisão para acompanhar os passos dos dois astronautas. Famílias se reuniram na sala, grupos se amontoaram em bares, padarias ou qualquer lugar com TV, as ruas ficaram desertas. Todos queriam participar desse momento histórico. E você, se lembra o que estava fazendo quando o homem pisou na Lua?

1º de agosto de 1843

Nesta data foi lançado no Rio o lendário “Olho-de-boi”, primeiro selo postal brasileiro.

3 de agosto de 1961

O Presidente Jânio da Silva Quadros condecora o cosmonauta soviético Yuri Gagarin – primeiro homem a viajar pelo espaço –, que visita o Brasil.

6 de agosto de 1965

O Presidente americano Lyndon B. Johnson assina a lei que finalmente permitiu o voto dos negros em seu país.

11 de agosto de 1984

Contrariando a vontade do então Presidente João Figueiredo, o deputado paulista Paulo Maluf derrota o ministro dos Transportes, Mário Andreazza, na Convenção do PDS, e assume a condição de candidato da situação à Presidência da República.

13 de agosto de 1923

Nessa segunda-feira abriram se as portas na Avenida Atlântica, em Copacabana, o Hotel Copacabana Palace, o mais luxuoso da capital brasileira.

27 de agosto de 1980

Ataques a bomba sacodem o Rio. Um artefato deixado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil mata a funcionária Lydia Monteiro da Silva; outra explosão, na Câmara Municipal, mutila o funcionário do gabinete de um Vereador; um terceiro explosivo explode na sede do jornal “Tribuna Operária”.

28 de agosto de 1978

O Congresso revoga o Ato Institucional Nº 5, durante o Governo Ernesto Geisel, colocando fim em um dos mais negros períodos da História do Brasil.

29 de agosto de 1852

Começam as obras da primeira estrada de ferro do Brasil. A linha ligaria o Rio ao povoado serrano de Petrópolis, muito procurado por diplomatas estrangeiros.

30 de agosto de 1880

Por 77 votos contra 16, a Câmara dos Deputados rejeita o projeto de lei de Joaquim Nabuco, que previa a libertação dos escravos pelo prazo de dez anos.

31 de agosto de 1997

Morre em Paris, em um desastre de automóvel, Lady Diana Spencer, Princesa de Gales, ex-mulher do Príncipe herdeiro do trono da Grã-Bretanha.

Você lembra de algum acontecimento de agosto que não citamos aqui? Deixe nos comentários abaixo!

Um centro de educação e cultura voltado à reflexão, ao cruzamento de https://s3-media1.fl.yelpcdn.com/bphoto/0cR926IzCxeB77qjH0OgHg/ls.jpgdisciplinas e ao prazer do conhecimento. Um espaço dedicado a pessoas que sentem necessidade de expandir o repertório cultural ou aperfeiçoar a formação profissional, orientadas pelo rigor dos grandes especialistas. Com wireless disponível em todos os ambientes, é também opção para a realização de eventos culturais. O local escolhido, a Vila Madalena, é bem abastecido de transporte coletivo, oferece boas opções de atividades de cultura e lazer e é conhecido pela livre circulação de ideias.    CULT MOSTRA Espaço de integração destinado a exposições de arte.
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O Núcleo de Altos Estudos é um novo centro de debates e pesquisa em São Paulo. Procura fornecer espaços de visibilidade e trabalho para intelectuais consagrados, assim como expoentes da nova geração e terá, como uma de suas atividades, a organização de simpósios sobre temas maiores para o pensamento contemporâneo.
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Sérgio Nogueira

Professor esclarece dúvidas de português dos leitores com exemplos e dicas que facilitam o uso da língua. Mostra erros comuns e clichês que empobrecem o texto.

1ª) AFIM ou A FIM?

AFIM é um adjetivo referente à afinidade: “Sentimentos afins”;

A FIM é conectivo que indica finalidade (= para): “Estudava muito, a fim de ser aprovado (para ser aprovado)”.

 

2ª) DEBAIXO ou DE BAIXO?

Usamos DEBAIXO sempre que a seguir vier a preposição DE: “O gato estava debaixo da mesa”; “Escondeu-se debaixo da cama”…

Se não houver a preposição DE, usamos DE BAIXO: “O apartamento fica no andar de baixo”.

 

3ª) DEMAIS ou DE MAIS?

Só usamos DE MAIS quando se opõe a “de menos” na expressão “não tem nada de mais”.

Nos outros casos, quando pode significar “muito, bastante” ou “o restante”, devemos usar DEMAIS: “Comeu demais”; “Os demais devem retornar amanhã”.

 

4ª) Como ficou o uso do hífen com prefixo “PAN-“?

O novo acordo ortográfico manteve a regra anterior: só haverá hífen se a palavra seguinte começar por “h”, “m”, “n” ou “vogais”: pan-helênico, pan-mágico, pan-negritude, pan-americano, pan-europeu, pan-asiático…

Nos demais casos, devemos escrever sem hífen: pandemia, panregional…

 

5ª) Como ficou o uso do hífen antes de algarismos e nomes próprios?

Também não houve alteração, ou seja, o uso do hífen continua obrigatório em todos os casos: sub-20, anti-Obama, pós-Lula, pró-FHC…

 

6ª) É possível ESCANEAR?

Segundo o VOLP e as novas edições dos nossos principais dicionários, pode.

É uma forma aportuguesada como surfar, estressado, futebol, abajur, espaguete, estrogonofe…

 

7ª) Jogos paraolímpicos OU paralímpicos?

Nos dicionários, só há registro de PARAOLIMPÍADAS e de jogos paraolímpicos, mas recebi uma orientação da direção de esporte da Globo para usar JOGOS PARALÍMPICOS. Dizem que é uma padronização sugerida pelos Comitês Olímpicos. Vem do inglês paralimpics games.

Sou contra, mas obedeço.

 

8ª) ESTADA ou ESTADIA?

Segundo os novos dicionários, ESTADA e ESTADIA, agora, são sinônimos.

Antigamente, ESTADIA era o período em que um navio ficava no porto para carga e descarga e ESTADA nos demais casos. Devíamos dizer a ESTADA de um hóspede no hotel, por exemplo.

Agora não se faz mais a diferença, É aceitável falar em ESTADIA de hóspedes em hotéis, de automóveis e de ônibus em garagens, de aviões em hangares…

Quando se trata de pessoas, prefiro a forma ESTADA.

 

9ª) Por que AUTOESTRADA e ALTO-RELEVO?

Com o prefixo AUTO, só há hífen quando a palavra seguinte começa por “h” ou por “vogal igual”: auto-hipnose, auto-observação. Nos demais casos, sempre escrevemos “tudo junto”, ou seja, sem hífen: autanálise, autocontrole, automedicação, autoatendimento, autorretrato, autossustentável, autoescola, autoestrada…

As palavras compostas com o adjetivo ALTO (alto-relevo, altos-fornos, altas-horas, alta-sociedade) e com o advérbio ALTO (alto-falante) devem ser escritas sempre com hífen.

 

10ª) VIGINDO ou VIGENDO?

O verbo VIGER (= vigorar, valer) é regular da 2ª conjugação. Deve seguir o modelo: temendo, perdendo, vencendo… Assim sendo, “a lei ainda está VIGENDO”, isto é, ainda está VALENDO, ainda é VIGENTE, ainda está na sua VIGÊNCIA.

Se VALEU, VENCEU…, “a lei VIGEU por pouco tempo”.

Fonte: Globo

Dando prosseguimento às listas criadas pelo Blog “TVxTV”, hoje é o dia de apresentarmos os 10 Melhores Atores Brasileiros de Todos os tempos. Essa lista não foi das mais difíceis de se fazer, porém temos alguns nomes que são considerados surpresas e atores da nova geração, o que pode tornar a lista mais polêmica. Confira:

10 – Marco Nanini – 1948

Falar de um ator que faz sucesso há quase 10 anos num formato que nunca foi o de maior sucesso na TV brasileira, que são as séries, já por si só é falar de um ator talentoso. Assim é Marco Nanini.
Ele começou sua vida profissional no teatro e, segundo ele próprio afirma, se apaixonou pela arte da interpretação e ali, muito jovem, decidiu que não mais iria abandonar esse trabalho. Nanini é um dos ícones da TV, tendo trabalhado praticamente desde a chegada da televisão no Brasil e um dos atores de maior sucesso na extinta TV Tupi.
Mesmo sendo apaixonado pelos palcos, Marco Nanini ficou nacionalmente conhecido mesmo pela TV, com papéis incríveis e atuações que beiram a perfeição em inúmeras novelas, o ator ganhou o respeito de autores, diretores e colegas de profissão que sempre o consideraram um exemplo na arte da interpretação.
Nanini tem um jeito diferente de atuar da maior parte dos atores, ele cria um perfil simples para seus personagens o que sempre o afasta da caricatura e o aproxima muito com os telespectadores, talvez por isso seja tão querido entre o povo brasileiro.
Só na TV Globo, Nanini fez 14 novelas até o ano de 1999, como Elas por Elas, Brega e Chique e Pedra sobre Pedra, este último talvez o maior sucesso entre as novelas do ator e que o fez ganhar inúmeros prêmios naquele ano. A última novela de Nanini foi em 1999, quando ele protagonizou a excelente novela das 7 Andando nas Nuvens, criando um dos personagens mais divertidos da década de 90.
Nanini também fez muito cinema, foram mais de 30 filmes que consolidaram sua carreira como ator de cinema, que ele também afirma gostar muito.
A partir de 2001 Marco Nanini estreou a nova versão de A Grande Família, seriado de humor de muito sucesso na década de 70. Ao lado de Marieta Severo e grande elenco, Nanini roubou a cena no papel do tinhoso Lineu Silva. A série fez tanto sucesso que mudou os planos da emissora. A idéia inicial era uma temporada só, curta, e o resultado está aí, até hoje na programação global.
Com tantos prêmios, tantos bons trabalhos e reconhecimento de todos, Marco Nanini é um ícone da interpretação no Brasil e por isso abre nossa lista em 10º lugar.

9 – José Wilker – 1944

Locutor de rádio, ator, autor, diretor, crítico de cinema, defensor da liberdade de expressão, ferrenho defensor do cinema nacional e grande, grande ator. Este é José Wilker.
A maior parte do público o conhece por seus inúmeros trabalhos na TV, mas o que não se sabe é que Wilker na verdade detesta a televisão. Ele já afirmou em diversas oportunidade que somente faz TV porque precisa sobreviver e no Brasil um ator não sobrevive sem trabalhos televisivos. Sua praia – como ele mesmo frisa – é o cinema, em que já fez mais de 50 filmes como ator e diretor e sempre busca aumentar esse cast.
Seu mais recente trabalho no cinema, O Bem Amado é considerado um grande filme por parte da crítica, mas não teve grande aceitação do público que preferiu a obra como novela, isso provocou muita revolta no ator que diz ser incomparável um trabalho no cinema com o da TV.
Na TV seria impossível definir qual o principal trabalho de José Wilker. Muitas pessoas consideram que seu principal papel foi de Luis Roque Duarte, o Roque Santeiro, na novela homônima considerada um dos maiores sucessos de todos os tempos na TV brasileira. Outro consideram sua participação em A Próxima Vítima na pele de Marcelo Rossi como uma grande composição. E os mais jovem dizem que, não há dúvidas que um dos melhores trabalhos de composição artística de José Wilker foi em Senhora do Destino, ao viver o ex-bixeiro Giovani Improta.
Seu último trabalho foi em Três Irmãs, quando viveu o papel de Francisco Macieira e fez inúmeras críticas a novela e ao personagem, chegando dizer que nem se lembrava de estar nessa novela.
José Wilker é também considerado um dos principais diretores da TV, tendo dirigido o inesquecível Sai de Baixo, da Rede Globo. Com tantos trabalhos bons, José Wilker sempre figura na lista de melhores atores do Brasil e para o blog ele é o 9º

8 – Rodrigo Santoro – 1975

Um ator com carreira sólida em seu país. Considerado um dos principais galãs de telenovelas e com uma carreira promissora pela frente. Ninguém tinha dúvidas que Rodrigo Santoro protagonizaria uma série de novelas na década de 2000. Todos, menos ele.
O ator se mostrou ousado ao abandonar toda essa estabilidade em prol de uma carreira internacional, deixando de lado a TV e partindo em busca de trabalhos no cinema de Hollywood. Essa escolha fez com que Santoro fosse, talvez, o ator mais zombado de todos os tempos entre os brasileiros.
Os motivos da zombaria certamente ficam por conta de sua participação no filme As Panteras em que o ator aparece, mas não tem uma única fala. Bobagem, pois todo e qualquer ator começou a carreira com papéis pequenos.
Aos poucos Santoro foi conquistando a crítica americana e os brasileiros acabaram percebendo que o país tinha um grande ator como seu conterrâneo, e a zombaria diminuiu bastante.
Ele começou sua carreira na TV e tem algumas novelas em seu currículo, como a excelente Olho por Olho e também em Mulheres Apaixonadas. Mas seu principal papel na TV brasileira foi em Hilda Furacão, quando o ator interpretou o ingênuo Frei Malthus, papel que lhe rendeu muitos prêmios e ótima crítica.
Ainda no Brasil, é preciso destacar sua participação na microssérie Hoje é Dia de Maria em que o ator viveu o personagem Dom Chico Chicote e emagreceu mais de 10 quilos para interpretar o papel.
No cinema, sucessos nacionais como O Bicho de Sete Cabeças e Carandiru o levaram para os EUA e lá fez filmes como As Panteras, Che, Post Grad e o seu maior sucesso que lhe rendeu prêmios e uma pré-indicação ao Globo de Ouro, 300, quando Santoro interpretou Xerxes de forma brilhante.
O ator ainda tem em seu currículo ter trabalhado na mais conhecida série em todo o mundo. Na 4ª temporada de Lost, Rodrigo Santoro viveu o papel do brasileiro Paulo, um dos sobreviventes. O papel não decolou e os produtores mataram o personagem e sua namorada Nikki, mas ambos tiveram um episódio especial centrados em si.
Por todas essas conquistas, essa ousadia e ter coragem de deixar seu país para correr atrás do sonho e realizar trabalhos com competência, Rodrigo Santoro aparece em 8º lugar na nossa lista de melhores atores nacionais.

7 – Osmar Prado – 1947

Um ator que sabe se despir de si mesmo na composição de um personagem. É assim que os diretores de TV gostam de definir Osmar Prado, um dos principais nomes da Rede Globo e que gosta de fazer novelas.
Prado já disse mais de um vez que seu forte é o trabalho na TV, em que ele se destaca, se identifica com o veículo e com a forma de se atuar, por isso prefere fazer novelas a fazer filmes.
São mais de 20 novelas desde que começou em 1965 na novela Ilusões Perdidas em que fez apenas uma ponta. Desde então Osmar Prado não parou mais de fazer televisão e viu seus papéis irem crescendo conforme ele tinha oportunidade de mostrar seu talento para diretores, autores e também ao público.
Em 1976 o ator teve seu primeiro destaque no país ao encarnar Getúlio na novela Anjo Mau e conquistar o país por sua interpretação forte, seu jeito de dominar as câmeras e roubar as cenas. Ainda na década de 70, 1979, outro trabalho de destaque. Pai Herói, considerada ainda hoje uma das melhores novelas do Brasil teve Osmar Prado no elenco vivendo Pepo e emocionando os telespectadores.
Osmar Prado também é lembrado por sua interpretação em Mandala, no papel de Gérson, o ator mostrou todo seu talento em cenas fortes, ousadas e muito bem escritas.
Poucos atores tem a felicidade que Prado teve. Em 4 anos, 4 novelas e 4 papéis muito elogiados. 1992 em Pedra sobre Pedra, viveu Sérgio Cabeleira, 1993 foi a fez de interpretar Tião Galinha, que muitos consideram seu principal papel até hoje em Renascer. Em Éramos Seis, novela de 1994 ele viveu Zeca e deu show de interpretação e em 1995 no papel de Clóvis de Sangue do meu Sangue Osmar venceu vários prêmios.
De lá pra cá são muitos trabalhos e muitos destaques, o que comprova o talento do ator. Seu mais recente trabalho foi em Caminho das Índias no papel de Manolo, Osmar Prado arrancou muitas risadas do público.
Com essa carreira de respeito, Osmar Prado é tido como um dos grandes atores do país e aparece em 7º lugar da nossa lista.

6 – Selton Melo – 1972

Novamente um ator da nova geração. E um ator que também desafiou os costumes da interpretação no Brasil ao abandonar – ao menos por um longo tempo – os papéis em novelas, preferindo atuar no cinema e nas séries. Este é Selton Melo.
O ator é tido por praticamente todos os críticos como o melhor ator de cinema atualmente no Brasil e, já é muito respeitado fora do país, tendo recebido alguns prêmios por seus trabalhos no cinema.
Mas Selton Melo já fez muita novela, principalmente na década de 90, quando mesmo jovem, já tinha seu talento despontando e mostrava que seria um dos principais atores do país. O ator explodiu no Brasil na novela Pedra sobre Pedra, ao interpretar Bruno, papel pequeno e que ganhou destaque graças a interpretação brilhante de Melo. Em seguida, em 1993, ele estava em Olho por Olho e roubou a cena vivendo Juca e já fazendo a crítica se derreter com sua atuação. Em Tropicaliente, Selton Melo mostrava que sabia compor muito bem seus personagens ao dar vida a Vítor Velásquez. É incrível como até mesmo em novelas Selton Melo só fez papéis de destaque e com ótimas críticas, como em A Próxima Vítima, a Indomada e Força de um Desejo.
No cinema, o ator tem sua carreira solidificada. Ele mesmo diz ser um apaixonado por cinema e preferir cinema a TV. Uma de suas principais atuações foi logo entre as primeiras, em O Auto da Compadecida, Selton foi Chicó e roubou a cena, sendo considerado pela crítica a principal atuação de humor da história do cinema nacional, o que não é pouca coisa.
Filmes como Lisbela e o Prisioneiro, Caramuru – a invenção do Brasil e Lavoura Arcaica serviram para consolidar a carreira do ator no cinema. Para em seguida ele estar em grandes filmes como Meu Nome não é Jhonny e Os Desafinados.
Em 2009, o ator pôde ser visto em dois filmes, sempre como protagonista. Em Mulher Invisível e Jean Charles, Selton Melo empresta seu talento aos personagens e faz grandes trabalhos, nos dois filmes o ator já foi premiado, inclusive internacionalmente e muita gente considera que é questão de tempo, para Selton Melo chegar aos grandes prêmios do cinema mundial.
Com esse talento e essa capacidade de atuar, seria impossível deixar Selton Melo de fora duma lista de melhores atores, por isso o blog o elegeu o 6º melhor ator brasileiro.

5 – Tony Ramos – 1948

Ninguém sabe criar tipos como ele. Ninguém sabe se despir de um personagem e se vestir em outro completamente diferente e tão rápido como ele. Este é Tony Ramos, talvez o principal nome das telenovelas brasileiras desde sempre.
O ator nunca escondeu sua paixão pela TV. Não é de trabalhar frequentemente no teatro, onde diz não dominar o palco como domina as câmeras de TV. É praticamente uma Glória Pires versão homem, ou seja, se identifica demais com as telenovelas e não consegue deixar de faze-las. Se for feita uma pesquisa, é bem possível que se descubra que Tony é o ator que mais faz novelas no Brasil.
Que ator no mundo pode dizer que estourou em sucesso no seu primeiro papel? Poucos, e Tony Ramos pode, quando interpretou em 1965 Vevé em A Outra, novela da extinta TV Tupi.
Depois disso, praticamente todos os anos os telespectadores viram Tony Ramos em alguma novela, em algumas vezes em mais de uma novela por ano, feito para poucos atores do país.
Na Rede Globo, seu primeiro sucesso foi em O Astro, no papel de Márcio Hayala, sendo muito elogiado na época. Depois disso, Tony Ramos esteve em quase todos os grandes sucessos da TV: Pai Herói, Baila Comigo, Selva de Pedra, Bebê a Bordo, Rainha da Sucata, Felicidade, Olho no Olho, A Próxima Vítima, Torre de Babel, Laços de Família, O Clone.
Os autores globais já sabem, se em sua novela houver um personagem que precisa criar um tipo, chamem Tony Ramos. Ele faz isso com maestria, como o fez na novela Cabocla, ao interpretar o divertido Boanerges, ou então em Belíssima ao viver o desajeito Nikos Pretrakis. Seu mais recente trabalho na TV foi também um tipo, Opash Ananda, na novela Caminho das Índias, fez grande sucesso junto ao público.
Com um currículo desses seria impossível deixar Tony Ramos de lado numa lista séria, por isso ele aparece como o 5ºmelhor ator brasileiro da história.

4 – Lima Duarte – 1930

Ele nasceu ator. Está no sangue, um talento inato e que poucas pessoas podem dizer que tem. Essa é a definição de um diretor global a Lima Duarte, um dos principais atores brasileiros em todos os tempos.
Lima Duarte tem a honra de dizer que faz novela desde muito tempo, quando elas ainda eram ao vivo na TV, na década de 50 e o ator tinha que mostrar um talento ainda maior, pois não poderia ter erro e ali ele já mostrava toda sua capacidade brilhante de interpretação.
Fazer sucesso numa telenovela antes da década de 70 não é fácil e ser lembrado ainda hoje por essa novela é mais difícil. Lima Duarte foi o principal nome da novela que assombrou o país e mudou os moldes de se fazer novela no Brasil. Beto Rockfeller marcou a história do país e colocou Lima Duarte entre os principais nomes de atuação, com a crítica se rendendo a seu talento e os telespectadores ficando pasmos com sua capacidade de atuar.
E ele continuou assombrando a todos com seu talento, sempre interpretando papéis fortes e com grande carga emotiva, como em O Bem Amado ao viver Zeca Diabo, considerado ainda hoje um de seus principais personagens. Em 1979 estava lá, Lima Duarte em Pai Herói para novamente fazer parte do elenco que mudou a forma de se fazer e ver novela.
A década de 80 colocou Lima Duarte como o principal ator do país ao interpretar dois papéis inesquecíveis. Em 1985 em Roque Santeiro, Lima atuou brilhantemente como o Sinhozinho Malta e ganhou a paixão incondicional do povo brasileiro. Quatro anos depois estava ele novamente encantando o país ao viver Sassá Mutema em O Salvador da Pátria.
Sempre fazendo novelas e muitas, como Pedra sobre Pedra, Fera Ferida, A Próxima Vítima, A Indomada e Belíssima, o ator ganhou inúmeros prêmios ao longo da carreira e tem milhares de fãs espalhados por todo o Brasil.
Seu mais recente trabalho também foi Caminho das Índias, quando interpretou Shankar e emocionou os telespectadores em algumas cenas ao lado de Laura Cardoso, outro monstro sagrado.
Por ser tudo o que é, praticamente a História da TV é que Lima Duarte não pode ser deixado de lado e aqui, está em 4º lugar.

3 – Antônio Fagundes – 1949

Um homem que só no Brasil recebeu mais de 100 prêmios ao longo da carreira. A pessoa calma e que quando interpreta parece que sofre uma mutação completa. Esse é Antônio Fagundes.
Começou para a TV em 1968, um pouco mais tarde que seus colegas da mesma geração, mas mostrou logo seu talento numa pequena ponta que fez em Antônio Maria. Depois disso recebeu mais convites e teve papéis maiores, mas nada se comparado ao seu trabalho de 1973 que o colocou na lista dos principais nomes da TV na época. Na primeira versão de Mulheres de Areia, Fagundes foi Alaor e conquistou os telespectadores com sua atuação firme.
No ano seguinte, um papel completamente diferente e que levou as mulheres ao delírio. Na novela O Machão, ele foi Petruchio e provocou risos com uma interpretação considerada na época como das mais brilhantes.
Ainda na década de 70, Fagundes recebeu o título de garanhão do país ao atuar na novela Saramandaia interpretando Lua Viana. Em seguida, em 78 ele esteve no elenco de Dancing Days como Cacá e colaborou com a novela que parou o Brasil na época.
Seria difícil definir qual o melhor trabalho de Antônio Fagundes devido a grande quantidade de papéis considerados acima da média, sempre graças a sua brilhante interpretação. Novelas como Corpo a Corpo, Vale Tudo, Rainha da Sucata, Renascer, A Viagem e o Rei do Gado marcam a carreira do ator que é um dos nomes mais lembrados pelos telespectadores.
Fagundes além de novelas, se destaca também com séries, como em Carga Pesada, em que ele interpretou por muitos anos o caminhoneiro Pedro e também em Labirinto, uma das principais séries da TV em que ele foi Ricardo Velasso. As crianças da década de 90 também tem um carinho especial por Antônio Fagundes, pois ele viveu Rogério Silva na série infantil mais cultuada pela geração anos 90, Mundo da Lua.
Seu mais recente trabalho foi na novela Duas Caras, interpretando o líder Juvenal Antena e criando tipo, alegrando os telespectadores e presentando-nos com mais uma ótima atuação e com tantas atuações brilhantes, nada mais justo que Antônio Fagundes seja eleito o 3º melhor ator brasileiro em todos os tempos.

2 – Paulo Autran – 1922 – 2007

Um dos principais nomes da interpretação brasileira e que não é conhecido do grande público, simplesmente porque optou desde muito tempo a não trabalhar na TV, mas permanecer com sua grande paixão, o teatro. Assim se define Paulo Autran.
O ator encenou ao longo de sua vida mais de 100 peças teatrais e é considerado pelos críticos como o mais completo ator de teatro no Brasil em todos os tempos, dominando os palcos com uma maestria poucas vezes vista ao redor de todo mundo. Autran decidiu que se dedicaria ao teatro e cumpriu seu desejo ao recusar centenas de ótimos papéis na TV, afirmando que fazer novela não era seu forte e que os papéis desse tipo não permitiam que o ator criasse, ficando preso pelas câmeras.
No teatro ele já interpretou grandes nomes conhecidos no mundo, como Otelo, Hamlet, Dom Juan, entre tantos outros. Mas a crítica é praticamente unânime ao afirmar que ninguém no Brasil interpretou Otelo com a maestria de Paulo Autran que criou nuances nunca antes visto na criação desse personagem, tornando-o ainda mais rico do que ele já era.
Paulo Autran também fez cinema, pouco, mas fez. Seu principal filme foi Fogo e Paixão de 1988 em que ele foi elogiadíssimo pela crítica, mas logo frustrou a todos ao abandonar também o cinema. Seu último filme foi uma pequena participação em O Ano em que meus pais saíram de férias.
Autran poderia facilmente se gabar de ser um ator que praticamente não fez televisão e ainda assim esteve numa das principais novelas de todos os tempos que mudou a forma de se fazer novela de humor. Em Guerra dos Sexos, ao lado de Fernanda Montenegro, Autran protagonizou as cenas mais divertidas e bizarras da história da TV, como a inesquecível cena da guerra de doces em que ele e Montenegro sujam um ao outro com a comida do café da manhã.
Paulo Autran nos deixou em 2007, mas ainda hoje é lembrado com carinho e respeito pelos fãs e por sua obra ele aparece como o segundo melhor ator brasileiro de todos os tempos.

1 – Raul Cortez – 1932 – 2006

Um ator que faz tudo o que se propõe com maestria. Um homem que ultrapassa o limite do incrível quando atua. Essas são as definições de diretores e colegas de elenco a Raul Cortez.
Cortez também começou no teatro, assim como Paulo Autran e resistiu bastante para aceitar trabalhar na TV, para ele, cinema e teatro eram formas muito melhores de se trabalhar a arte da interpretação. Nos anos de 50 e 60 o ator era sempre visto nos filmes e peças, de todos os tipos, desde romances quentes até filmes quase religiosos e regionais, também em peças épicas, o que mostrava sua capacidade de atuação.
Mas no fim da década de 60, Raul Cortez se rendeu a insistência de todos e aceitou trabalhar na TV, foi para nunca mais sair. Paixão a primeira vista como ele mesmo gosta de definir.
Em 1970 ele esteve no elenco de Beto Rockfeller, o filme e assombrou o mundo com seu talento e sua capacidade de interpretação, muitos que o consideravam como ator apenas de teatro deram a mão a palmatória e se renderam a seu talento justamente nessa novela.
1976 foi o grande ano de Raul Cortez no cinema. Ele fez O Seminarista e foi tão elogiado pela crítica e por todos que disse ter ficado até constrangido diante de alguns colegas de elenco.
Na TV, ele esteve em grandes novelas, sempre com ótimas interpretações como em Xeque-mate, novela de 1976 e que consagrou Cortez como ator de TV. Mas foi no final da década de 80 que Raul Cortez passou a ser considerado um dos principais atores do país, por estar em três novelas e roubar a cena. Em 1987 em Brega e Chique ele conquistou todo o país, depois no mesmo ano, ele esteve em Mandala e mostrou todo seu talento. Em 1990, Cortez selou sua ótima fase na novela Rainha da Sucata.
Sempre teve ótimos trabalhos como Mulheres de Areia e Perigosas Peruas, mas ele mesmo sempre disse que sua melhor atuação, seu melhor papel e sua melhor novela foi O Rei do Gado, na pele de Geremias Berdinazzi ele encantou o país e fez praticamente toda a população parar para acompanhar a trama.
Em Terra Nostra, Cortez chocou o telespectador interpretando Francesco Maglianno e se envolvendo com uma mulher muito, muito, muito mais nova, interpretada por Maria Fernanda Cândido.
O ator faleceu em 2006, deixando uma lacuna que nunca será preenchida novamente na TV brasileira. Mesmo assim, ele tem tantos trabalhos que é inesquecível e foi eleito pelo blog como o melhor ator brasileiro de todos os tempos.

As instituições de ensino superior deverão dar as bolsas conforme a classificação dos estudantes que não foram pré-selecionados no programa, em processo seletivo para as turmas iniciadas no primeiro semestre deste ano, e conforme o desempenho acadêmico, mensurado pela instituição, para as turmas iniciadas anteriormente ao primeiro semestre.

Segundo a portaria, terão prioridade na ocupação das bolsas os estudantes professores da rede pública de ensino regularmente matriculados em cursos de licenciatura, normal superior e pedagogia.

Se ainda assim sobrarem bolsas, elas serão oferecidas  no próximo processo seletivo correspondente do Prouni, de forma a cumprir a proporção de bolsas legalmente estabelecida.

A instituição deverá divulgar em locais de grande circulação de estudantes e em seus sites na internet as regras previstas nesta portaria, o número de bolsas disponíveis em cada curso e turno de cada local de oferta de cursos, e a lista dos estudantes inscritos para as bolsas disponíveis em cada curso e turno de cada local de oferta de cursos e, posteriormente, dos estudantes aprovados e reprovados.

Para concorrer à bolsa integral (100% do valor da mensalidade), o candidato deve comprovar renda familiar por pessoa até um salário mínimo e meio (R$ 1.017). Para as bolsas parciais (50% do valor da mensalidade), a renda familiar deve ser até três salários mínimos (R$ 2.034) por pessoa. Veja a lista de documentos necessários

Ao receber a documentação entregue pelo candidato, a instituição deve, obrigatoriamente, entregar o Protocolo de Recebimento de Documentação do Prouni. Contudo, o candidato deve ficar atento, pois esse procedimento não afasta eventual exigência de entrega de documentos adicionais caso seja julgado necessário pelo coordenador do Prouni na instituição.

Podem participar do programa estudantes que fizeram o ensino médio integralmente em escola pública ou que tenham obtido bolsa integral em instituições particulares. Os candidatos também não podem ter diploma de ensino superior nem estar cursando uma faculdade pública pública. Neste caso, se o candidato for aprovado no Prouni, vai ter que optar por uma das duas instituições.

Pessoas com deficiência e professores da rede pública de ensino também podem participar. Os professores só podem se inscrever para cursos de licenciatura para formação na educação básica. O site do Prouni traz um “tira-dúvidas” sobre o programa.

Duas antologias participam da festa literária: uma de moradores do Calabar e http://2.bp.blogspot.com/-h9-Y7qAC8kU/UUpnLFZDDeI/AAAAAAAAAK4/a6U2ezj8KE8/s1600/img.recantodasletras.net.jpegoutra com 122 poetas do mundo inteiro
Valdeck Almeida de Jesus participará

do 27º Salão do Livro e Imprensa de Genebra (Suíça) e vai lançar, no estande D426, do Varal do Brasil, dentre outros, os livros “Abre a Boca, Calabar” (Capa: Carlos Conrado Spykezem) e “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus – 2012″, com capa de Nilda Lima Graeser. O Salão do Livro acontece no Palexpo, de 1º a 5 de maio de 2013, das 9 às 19 horas, e reúne literatura e imprensa do mundo inteiro. O convite foi feito pala escritora Jacqueline Aisenman, que participa da feira pela segunda vez com um estande da Editora Varal do Brasil. Jacqueline é brasileira e mora em Genebra há mais de vinte anos, sempre envolvida com cultura e literatura. Além de expositora, ela também promove a revista eletrônica Varal do Brasil – literário sem frescura!, que divulga milhares de escritores.A nova edição do livro “Abre a Boca, Calabar” (Pimenta Malagueta Editora), resultado do concurso literário realizado pela Biblioteca Comunitária do Calabar, foi lançada em 2012 na sede da instituição, em Salvador-BA. Nas edições de 2009 e 2010, o projeto foi idealizado e patrocinado pelo jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus, que continua incentivando a iniciativa. Em 2012 a publicação recebeu apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), por meio do edital Calendário das Artes. A obra prestigia jovens do bairro Calabar e reúne os 50 autores que participaram das edições anteriores.

Escritores do livro

A edição de 2012 tem poemas de: Amanda Beirão, Ariana Santos Veloso de Jesus, Bruna Santos de Jesus, Caique Neri Brito, Caissa Pita Vasconcelos, Cauan Roque Almeida dos Santos, Crislanda Neves, Eberton de Jesus, Ester da Silva Moraes, Fabio Neves Conceição, Felipe Silva Beirão, Gilson Assis, Iradir Pereira da Silva, Isla Gabriele Santos de Oliveira, Janaina Bonfim dos Santos, Joyce Regia Dias da Silva, Julia Reis Bispo dos Santos, Jussara dos Santos, Kevin Carvalho dos Santos, Keyla Trigueiros Rodrigues dos Santos, Leonardo Conceição, Lucas Santos da Silva, Lucilene Lima Pires, Luís Henrique Beirão Santos, Luís Maurício dos Reis Soledade, Marcos Peralta, Joara Ledoux, Marcos Vinicius, Maria do Carmo Abade Bento, Maria Luiza Lacerda, Mel Oliveira, Milena Borges dos Santos, Nadson Almeida Beirão, Nicolas Dias da Silva, Nubia Trigueiros Rodrigues, Rafael Beirão Dantas, Rafaela Beirão Dantas, Raiane Beirão Dantas, Rayla Bispo Nascimento, Rebeca Trigueiros Rodrigues dos Santos, Robespierre Dantas, Rodrigo Rocha Pita, Samuel dos Santos Moraes, Tacila Cerqueira, Tainá Silva, Talita Trigueiros Rodrigues dos Santos, Tamires Araujo, Tarcisio Trigueiros Rodrigues, Tayná Trigueiros Rodrigues e Wesley dos Santos Lopes.PRÊMIO VALDECK ALMEIDA

O livro contém poemas de 122 poetas do mundo inteiro, a maioria de brasileiros que participaram do concurso “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus 2012″. A ideia do concurso surgiu em 2005, por iniciativa dO jornalista e escritor Valdeck Almeida, que escreve desde os 12 anos de idade e só conseguiu publicar o primeiro livro aos 39 anos. O projeto tem apoio do Plano Nacional do Livro e Leitura, que divulga a iniciativa no site oficial. O núcleo baiano da União Brasileira de Escritores-UBE, também dá apoio de divulgação ao projeto.A edição 2012 traz poemas de autores brasileiros e poetas do Japão, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos e Portugal. Os dez primeiros colocados foram 1º – Vai, Carlos, vai ser Drummond na vida (Ana Claudia de Souza de Oliveira); 2º – Memórias póstumas de Quincas Borba (Edweine Loureiro); 3º – Vida dura (Éber Sander); 4º – Um desconhecido no canto da sala (Simone Pessoa); 5º – Um Brasil apaixonado por futebol (Arai Terezinha Borges dos Santos); 6º – Monólogo da solidão (Nubia Estela); 7º – Lembranças (Renata Paccola); 8º – Delírios de um Poeta em Desamor (Rossandro Laurindo); 9º – O devorador de livros (Ana Lucas); 10º – É assim, Fulano (Flávia Brito). Os jurados escolheram, também, menções honrosas: Incubus (Ana Claudia de Souza de Oliveira); Crônica de um Fygura (Nádia da Rocha Ventura); O amor de Cler (Expedita Gomes de Araújo); A cigarra e o poeta (Zelito Magalhães); O Macondo de Gabriel García Márquez (Viviana Carolina Mendez Rocha Podlyska); Copa 2014 no país de Jorge Amado (Terezinha Santos de Amorim); A Realidade (Sandro Sussuarana); A intenção (Osmar Santos); A Cidade dos Errados (Marcelo de Oliveira Souza); A menina do raio de sol (Mano Kleber). A lista completa de todos os selecionados está neste link do site Galinha Pulando.