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Você, assim como nós, quer escapar da corrida de ratos o mais rápido possível, mas não quer fazer tudo de maneira atribulada e meter os pés pelas mãos.

Corrida de ratos, para quem não sabe, é como os americanos designam o estilo de vida moderno, em outras palavras, a prisão moderna, em que:

  • Você se dedica 100% a um trabalho exaustivo e estressante;
  • Você não tem tempo para a família e toda atividade prazerosa tem tempo contado (e curto!);
  • Você tem uma enorme lista de nobres desejos para os quais sabe que nunca terá tempo nessa vida (pois tem que trabalhar), como: aprender um instrumento, ler mais, aprender outra língua, escrever um livro, viajar por um longo período, voluntariar-se, etc.
  • Você vive enforcado em múltiplas prestações e gastos fixos (financiamento imobiliário e de carros bacanas, eletrodomésticos não-tão-úteis e múltiplos gastos recorrentes, crédito consignado) que o forçam a permanecer naquele emprego desgastante;
  • Seu lazer é tão passageiro e secundário que você não tem tempo para buscar atividades mais elaboradas que os pacotes de final de semana pré-preparados (exemplos: roteiro shopping-cinema-praça de alimentação, roteiro shopping-supermercado, roteiro bar-tv-churrasco);
  • O tempo que você passa em família costuma ser tão desgastante quanto o trabalho, pois é o único tempo que você disponível para realizar os afazeres domésticos (que se tornaram insuportáveis, já que você está cansado) e para aparar todas as arestas com aquelas pessoas com quem, embora “próximas”, você convive menos do que com seus colegas de trabalho.

A verdade crua e nua

O pior, que no fundo você sabe, mas não quer acreditar, é que apenas ganhar mais dinheiro não resolverá seus problemas. Pois você continuará cavando o mesmo buraco, submetendo-se voluntariamente com cada vez mais afinco a essa corrida em círculo vicioso.

A Armadilha Perfeita

Esse estilo de vida não é construído de uma hora para outra. Depende de anos de:

  • Educação opressora: somos treinados para ouvir e repetir. Os melhores alunos são aqueles que decoram o máximo e menos contestam. Não ouse criar ou expressar sua opinião, você terá péssimos resultados escolares;
  • Falta de opções, pressão social (principalmente familiar) para se resignar e aceitar de bom grado a situação e o emprego que lhe foram impostos (afinal, há muita gente em piores condições, dirão eles);
  • Hábitos de consumo terríveis, incapacidade de poupar com um objetivo de alcançar a liberdade;

E, principalmente:

Falta de contato com pessoas que tenham o mesmo objetivo. Convenhamos: a armadilha social armada para captura-lo pelo resto de sua vida é perfeita.

É quase impossível alguém, sozinho, reunir:

  • A força (É necessária determinação suprema),
  • A coragem (De ir contra a maré) e
  • O conhecimento do que deve ser feito (Quem as conhece? Está em algum livro?)

… Necessários para escapar da corrida dos ratos.

Esse é o diagnóstico, esse é um dos problemas individuais (mas também sociais) que o MTL nasceu para combater (o outro é a questão ambiental).

O MTL espera reunir um grupo de pessoas comprometidas com o próprio futuro, comprometidas em deixar um rastro por esse mundo, mas não o rastro de lixo consumido alienadamente (como querem que deixemos), mas um rastro de ações que expressaram a nossa personalidade.

A notícia da renúncia de Bento XVI pegou de surpresa mais de 1 bilhão de católicos no mundo inteiro. Com sua atitude, o papa poderá ter desencadeado uma revolução no alto comando da Igreja como nunca foi visto em 2 mil anos de história

No dia 11 de fevereiro de 2013, durante uma reunião do conselho de cardeais, Bento XVI fez um pronunciamento que, em um primeiro momento, provocou abalos na Igreja Católica. Em seus mais de 2 mil anos de existência, a maior religião do planeta em número de fiéis já atravessou por períodos de crises e guerras, mas sempre com firmeza e uma razoável dose de serenidade.

 

Sem alterar a voz e falando em latim, língua oficial da Igreja Católica, Bento XVI anunciou: “Queridos irmãos, convoquei vocês para comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter repetidamente reexaminado minha consciência perante Deus, cheguei à certeza de que minhas forças, devido à minha idade avançada, não são mais adequadas para o exercício do ministério de Pedro.”

 

Como justificativa, o papa afirmou que, no mundo atual, é preciso muito vigor e energia de corpo e espírito para acompanhar as rápidas mudanças e que ele não se sentia forte o suficiente para cumprir o trabalho que lhe foi confiado quando foi eleito, em 19 de abril de 2005. Apesar da surpresa, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que os papas têm o direito e até o dever de renunciar nesses casos e que a decisão de Bento XVI foi de “extrema coragem”.

 

Explicações sob suspeita

Passados o susto e o choque, surgiram inúmeras especulações e versões sobre a verdadeira razão da renúncia. “Acredito que o motivo oficial anunciado de não ter mais forças suficientes para conduzir uma tarefa de tal envergadura seja real. Porém, acho também que outros fatores foram levados em conta quando o papa tomou sua decisão. Renunciar ao papado não é realmente um ato usual, daí a surpresa. Mas pelo Direito Canônico é perfeitamente legal”, resume Ney de Souza, professor de História da Igreja Contemporânea da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutor em História Eclesiástica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

 

O professor de Teologia Antonio Manzatto, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, também acredita que Bento XVI foi levado à renúncia por motivos pessoais, ainda que também não descarte a hipótese de que alguns acontecimentos tenham influenciado sua decisão: “Joseph Ratzinger é um estudioso, um teólogo erudito, mais voltado aos livros e à meditação, não muito afeito a lidar com questões políticas, financeiras e administrativas inerentes ao cargo para o qual foi eleito. Pode ser, sim, que estivesse cansado de lutar contra questões tão complexas.”

 

Passagens profanas

O período de Bento XVI no comando foi marcado por várias denúncias que podem ter sido transformadas, ao longo do tempo, em motivos para a sua renúncia. A primeira estaria ligada a um dos escândalos que mais atingiu a imagem da Igreja Católica, quando, em 2010, padres das igrejas da Irlanda, Alemanha, Áustria, Bélgica e Estados Unidos foram acusados de milhares de casos de pedofilia.

 

Ao que tudo indica, Bento XVI tentou por todas as maneiras dar um basta ao abuso de crianças e adolescentes. Sua disposição em enfrentar o problema ficou clara quando escreveu uma carta pastoral aos católicos da Irlanda, conclamando-os a reagir e censurando publicamente os bispos que acobertaram os pedófilos. Porém, o corporativismo do clero falou mais alto. Autoridades da Igreja em vários países se fizeram de surdos aos apelos do papa, que se viu abandonado por seus pares, e pouco pôde fazer no combate à pedofilia, que era tido como um dos pontos principais de seu pontificado.

 

Escândalos financeiros

O outro motivo não foi de ordem doutrinária, mas financeira, e tem a ver com notícias sobre contas maquiadas e o uso pouco transparente do dinheiro do Banco do Vaticano. Esse escândalo, assim como os casos de pedofilia, Bento também recebeu como herança de seu antecessor João Paulo II.

 

Em setembro de 2009, Ratzinger nomeou o banqueiro Ettore Gotti Tedeschi para o posto de presidente do Instituto de Obras Religiosas (IOR), com o objetivo de colocar em ordem as finanças do Vaticano. Em 2010, a justiça italiana abriu uma investigação sobre o banco e bloqueou 23 milhões de euros de suas contas por suspeita de lavagem de dinheiro. O banqueiro só permaneceu três anos à frente do IOR até ser demitido, em 2012, “por irregularidades em sua gestão e desentendimentos com a Cúria”.

 

Segundo notícias veiculadas em jornais do mundo inteiro, quando assumiu, Tedeschi começou a elaborar um dossiê no qual registrou contas secretas onde se escondia dinheiro sujo de políticos, intermediários, construtores e altos funcionários do Estado. Até Matteo Messina Denaro, o novo chefe da mafiosa Cosa Nostra, aparentemente guardava seu dinheiro no IOR por meio de laranjas.

 

Cadáver na ponte

As denúncias de crimes financeiros graves aparecem nos noticiários desde o fim dos anos 80, quando a justiça italiana emitiu uma ordem de prisão contra o então presidente do IOR, o arcebispo norte-americano Paul Marcinkus, na época o maior responsável pelos investimentos da Santa Sé.

 

Com o argumento da soberania territorial do Vaticano, João Paulo II evitou que o “banqueiro de Deus”, como Marcinkus era chamado, fosse preso. Para piorar o caso, em 18 de junho de 1982, um cadáver enforcado na ponte de Blackfriars, em Londres, veio assombrar ainda mais a história. O corpo em questão era de Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano, uma das principais instituições financeiras católicas da década de 80. O suposto suicídio de Calvi expôs uma imensa rede de corrupção que incluía, além do Banco Ambrosiano, a loja maçônica Propaganda Due (P2) e o próprio IOR de Marcinkus.

Como se não bastasse, no início de 2012, um canal de televisão italiano divulgou cartas enviadas a Bento XVI pelo núncio nos EUA, Carlo Maria Vigano, nas quais o cardeal denunciava a “corrupção, má-fé e má gestão” na administração do Vaticano. A divulgação revelou a existência de roubo e vazamento de documentos confidenciais da Santa Sé.

 

Coincidência ou não, Tedeschi saiu do banco poucas horas depois da detenção de Paolo Gabriele, mordomo do papa acusado do roubo de documentos secretos. A destituição do banqueiro amigo de Bento parece ser mais um lance na disputa de poder que ocorre entre os muros do Vaticano, o que o tornou vítima de um complô armado por conselheiros do banco com o aval do secretário de Estado, Tarcisio Bertone. O prelado é responsável pela comissão de cardeais que fiscaliza o funcionamento do banco e inimigo pessoal de Tedeschi.

 

Existem especulações de que o roubo dos documentos e a queda de Tedeschi façam parte do mesmo enredo o qual parece levar, direta e indiretamente, ao todo-poderoso Bertone. Durante as investigações sobre o vazamento dos documentos secretos, também foi detido o italiano Claudio Sciarpelletti, amigo do mordomo do papa.

 

Ainda que o porta-voz do Vaticano, Frederico Lombardi, tenha afirmado que Sciarpelletti não tenha nada a ver com o VatiLeaks, como ficou conhecido o vazamento de documentos confidenciais da Santa Sé, paira a suspeita da ligação do caso com o cardeal Bertone, na medida em que Sciarpelletti era técnico de informática da Secretaria do Estado e seu funcionário direto.

 

O motivo final

Havia mais de dois anos o papa vinha acalentando a ideia da renúncia, especulam os estudiosos dos assuntos do Vaticano. Um indício desse desejo papal, que na época não despertou a atenção, aconteceu na visita à região de L’Aquila, atingida por um terremoto em 2009. Na ocasião, o papa visitou na cidade a Basílica de Santa Maria di Collemaggio, onde se encontra o túmulo de Celestino V, o papa que há quase oito séculos criou a lei que permite a renúncia. No ano seguinte, Bento fez orações na Catedral de Sulmona, que guarda as relíquias de Celestino.

Porém, um fato gravíssimo publicado pelo jornal italiano La Repubblica no dia 21 de fevereiro parece ter sido a gota d´água que fez transbordar as angústias de Bento. O responsável pela tomada final de decisão foi um dossiê de capa vermelha, em dois volumes, com o resultado de uma investigação encomendada pelo próprio papa a três cardeais de sua confiança.

 

De acordo com o jornal, o parecer, que teria sido entregue ao papa no dia 17 de dezembro de 2012, traz informações detalhadas de uma extensa rede de prostituição homossexual envolvendo seminaristas e imigrantes irregulares para servir ao alto escalão da Igreja. Os encontros teriam ocorrido em diversos locais de Roma e até mesmo na casa de um arcebispo italiano.

 

Segundo a publicação, no relatório, aparece o nome de Marco Simeon, um protegido do secretário do Estado Tarcisio Bertone. Simeon já tinha sido investigado sobre a corrupção entre os muros da Santa Sé e também foi citado no caso da demissão de Ettore Tedeschi, ex-presidente do Banco do Vaticano que tentou limpar o IOR sem sucesso.

 

As meias palavras do papa

Em sua primeira aparição pública desde o comunicado da renúncia, Bento XVI condenou a divisão na Igreja Católica e a hipocrisia religiosa, o que fortaleceu os rumores de que as lutas de poder no Vaticano influenciaram a decisão.

Na missa da abertura da Quaresma, Bento XVI também propôs que as rivalidades sejam superadas. Suas palavras parecem sugerir que o embate que existe entre o cardeal Tarcisio Bertone e seu antecessor no cargo, o decano Angelo Sodano, é real e não apenas fofocas palacianas. Nos dias que sucederam ao anúncio da desistência do papado, os dois divergiram, por exemplo, sobre a nomeação do presidente do Banco do Vaticano.

 

Soldano preferiria que o novo presidente fosse nomeado pelo próximo papa. Já Bertone defendia a tese que Bento XVI deveria fazer a nomeação. Sua preferência recaía sobre o nome do banqueiro belga Bernard De Corte, um completo desconhecido no ninho do Vaticano. A vontade de Bertone saiu vitoriosa, mas não exatamente do jeito que ele queria. No dia 15 de fevereiro, foi anunciada a nomeação do banqueiro Ernst von Freyberg. O alemão não tem nenhuma ligação com a comissão cardinalícia que administra o banco.

A ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas perseguiu o escritor que defendeu a exploração do petróleo pelo capital nacional. Visionário, o futuro se encarregou de ratificar suas ideias que tiveram “por consequência” a criação da Petrobrás

Economia Colaborativa o que é

Com a expansão da internet e a criação da internet das coisas, a economia está mudando rapidamente para um modelo de economia colaborativa.

Nos próximos 10 a 15 anos, se você (que já está no mercado de trabalho) não mudar radicalmente sua forma de pensar, vai se tornar totalmente obsoleto, como um cd player (para não dizer um vinil) de 10 anos atrás. Suas chances de ocupar posições de liderança, seja em uma organização, seja em seu negócio próprio, serão mínimas e seu lugar será reduzido às áreas consideradas menos nobres, meramente auxiliares e sub-remuneradas.

Desculpem por lançar esse alerta de maneira tão rápida e dura, mas era preciso dar esse choque em você para que tome uma atitude imediatamente.

Economia Colaborativa o que é

O conceito por trás da economia colaborativa

O modo de vida e de produção inaugurado após a Revolução Industrial, depois de alguns séculos, esbarrou em seus limites físicos.

Com 7 bilhões de pessoas no mundo, não há matéria-prima suficiente para que cada um tenha seu próprio carro, notebook, celular, brinquedos e resolva trocá-los por outros, novinhos, a cada 6 meses (ou muito menos, no caso dos brinquedos). Tampouco há onde descartar tudo isso que se consome de maneira irracional.

A globalização, embora possa ser mantida em termos de conexão mundial (via rede), também esbarra em limites de emissão de CO2 no caso de mercadorias (muitas vezes fúteis) que rodam o mundo várias vezes até chegarem a seus consumidores finais. Carros circulam com uma pessoa, enquanto poderiam circular com cinco.

O desperdício geral na economia é o fator a ser combatido para que se possa transpor a barreira física que se ergueu diante da civilização.

A transição para uma economia compartilhada ou solidária

Não por acaso, justamente nesse estágio da sociedade, surge a internet, propiciando comunicação global entre pessoas e a internet das coisas, propiciando a sincronia eficiente entre máquinas automatizadas (todos efeitos da internet das coisas ainda estão para ser conhecidos, já que é algo mais recente).

Sites e app estão revolucionando a economia

Grandes e caras estruturas bancárias são evitadas com sites de empréstimo P2P, estruturas de imobiliárias são evitadas com sites de locação e compartilhamento de lugares, como o Airbnb e o Couch Surfing.

Agora, o desperdício dos carros circulando vazios é contornado com um aplicativo de carona.

Então, quando muita gente pensava que o app de carona (e suas limitações, já que há muita gente com medo de levar outras pessoas no carro), era o máximo que se poderia fazer na luta contra os carros vazios, eis que surge um exemplo marcante de como a criatividade não tem limites: o My Ways, da DHL.

Se você entender esse app, você entende o que estamos falando sobre redução do desperdício.

A DHL tem pacotes para entregar por todos os lados. Para isso, teria que manter uma enorme estrutura de caminhões, caminhoneiros, galpões de estoque. Uma fortuna, mas um desperdício em uma economia colaborativa.

Com o My Ways, qualquer usuário do app que estiver indo em uma direção pode se prontificar a levar uma encomenda, “matando” espaço morto em seu veículo e fazendo uma renda extra.

O ponto de largada, a economia de hoje (ou melhor, de ontem)

Os desafios são muitos, já que 99% da economia ainda está projetada para o modelo antigo de produção e distribuição dos bens e já que quase todas as pessoas que hoje estão no mercado de trabalho foram educadas nesse contexto ultrapassado.
A mentalidade das pessoas ainda é um grande bloqueio a ser superado. Pessoas que foram criadas em um ambiente repressor de suas personalidades, oprimidas por:

  • Seus pais;
  • Sua educação;
  • Pelo mercado de trabalho;
  • Pelo governo;
  • Eventualmente, pela religião.

Os adultos de hoje, por terem sofrido tanta repressão (nosso modelo de sociedade ainda é assim), acabaram se tornando narcisistas, materialistas (e com um instinto para acumular bens), pessoas agressivas e violentas.

Não sou eu quem diz isso, mas um dos maiores expoentes da economia colaborativa, o Jeremy Rifkin, autor de livros, consultor de algumas das maiores empresas e dos maiores governos do mundo.

Nesse vídeo abaixo ele fala sobre uma sociedade da empatia, aborda essa fase de transição que vivemos e, sobre o materialismo e egoísmo causados pela repressão que sofremos, você encontrará especificamente e exatamente após 10 minutos do vídeo abaixo (infelizmente, está em inglês):

 

A nova geração dominará as posições estratégicas

A boa notícia é que as novas gerações já podem, desde cedo, serem criadas sob um novo paradigma, o paradigma da criatividade e da colaboração, dispondo de todas as ferramentas tecnológicas desde cedo, para alcançar seus objetivos.

Para ser sincera, será desleal a concorrência que você sofrerá dessas crianças de hoje, daqui a uma década ou duas, quando elas ingressarem no mercado de trabalho. O único jeito de sobreviver, é você começar a se transformar hoje para a mesma forma de pensar que elas possuem.

A mudança começa nas escolas

O sistema tradicional de educação vertical já é contestado há cerca de um século, por escolas com propostas pedagógicas alternativas e de desenvolvimento da personalidade e criatividade, como a Pedagogia Waldorf.

Porém, esses modelos eram aplicados até certo estágio do desenvolvimento, como a fase pré-escolar ou, no máximo, o ensino fundamental.

Mas, recentemente, estão surgindo escolas de nível superior ou profissionalizantes em que a aposta está no ensino colaborativo, baseado em projetos e onde os alunos são protagonistas da aprendizagem (e não meros expectadores).

Um exemplo claro disso é a escola dinamarquesa Kaospilot, uma escola internacional de empreendedorismo, criatividade e inovação social.

A escola oferece formação profissional de 3 anos, veja os nomes de 4 disciplinas

  • Projeto de negócio criativo;
  • Projeto de liderança criativa;
  • Concepção de projeto criativo;
  • Projeto de processo criativo.

Tirando as palavras projeto e criativo, que estão em todas as disciplinas, temos o que realmente compõe cada uma delas: negócio, liderança, concepção e processo.

Em algumas entrevistas do diretor da instituição, pudemos ver que ele fala da necessidade de conectar aprendizado com um propósito e fala também que espera que seus alunos, ao saírem, criem uma empresa, quem sabe, uma ONG. Mas que continuem sempre aprendendo e, caso sejam contratados, acredita que serão em setores criativos e de liderança. Ele defende ainda que a curiosidade constitui um fator crucial no aprendizado. É ela que propicia manter um aprendizado profundo e contínuo.

Oportunidades em uma economia colaborativa

Na economia colaborativa que está nascendo, a ênfase não está em regras prévias a serem seguidas. Não é mais aceitável simplesmente algum “iluminado” se sentar e redigir uma enciclopédia do caminho correto. Isso está morto e ultrapassado.

A ideia é empoderar as pessoas, dar-lhes informação e poder para criarem os caminhos, em meio a ao caos do mundo e às diferentes exigências e necessidades dos demais.

Para quem, como eu e você, que já estamos no mercado de trabalho, já fomos educados e não há como apertar um botão de reset, o importante é começarmos imediatamente uma transição para o novo paradigma.

Pense mais uma vez no aplicativo My Ways da DHL, que citamos acima.

Um diretor ultrapassado diria: temos que cortar custos e melhorar a eficiência de nossa logística.

Um freelancer consciente das mudanças, mas que não desenvolveu toda sua criatividade, diria: não há mais oportunidades para aproveitar os carros vazios, já inventaram um app de carona.

Uma pessoa que já fez a transição para a mentalidade da economia colaborativa tem a brilhante ideia de aproveitar pessoas comuns para distribuírem pacotes.

Mudar nossas mentes não é algo que se faz de uma vez, é um processo.

Aqui no MTL nós compartilharemos com você todo o material de nossas pesquisas a respeito. Esperamos que você também compartilhe suas vivências e opiniões.

Além de escrever para o MTL, caso queira, você pode começar desde já a contribuir e ver as contribuições de outros no Artigo Colaborativo que criamos especialmente para o assunto que tratamos hoje.

Comentário em destaque: Mayara

Liz, essa reflexão é muito pertinente para o momento em que vivemos. O modelo ultrapassado no qual fomos educados não comporta mais as mudanças de comportamento que já estão em andamento. Ou quebramos os paradigmas e cristalizações ou seremos engolidos pela nova geração, como bem mencionou. Além disso, ainda temos um papel fundamental nessa história: criar os filhos para esse novo mundo. Apesar do progresso ser inexorável, se criarmos os filhos para apenas fazer Enem e ter um bom emprego, eles continuarão na Corrida dos Ratos. E serão também engolidos por quem expandiu os horizontes. Meu marido e eu começamos a nos inserir nessa economia colaborativa com a criação da Jungle Co-working, um espaço colaborativo de desenvolvimento de jogos eletrônicos, em que diversas pessoas ou estúdios dividem o mesmo espaço, interagem e crescem. Até meados de julho terminaremos a construção. A procura já está grande! Esse é o caminho mais sustentável, em todos os sentidos. Obrigada por compartilhar esse conteúdo. O MTL será fundamental para quebrar as correntes que ainda nos prendem.

Escondido entre as pessoas que se encontravam na praça em frente à sede do governo, em Buenos Aires, Argentina, um rapaz

Pablo Javier sempre soube de sua adoção e não tinha motivos para não acreditar quando lhe contaram que foi trazido da Província de Missiones, perto da fronteira com o Brasil. Mas a dúvida surgiu quando, em 2001, com 23 anos, ao assistir um programa de televisão sobre crianças desaparecidas na época do regime militar, começou a desconfiar que detalhes sobre sua história não se encaixavam como deveriam.

 

Entretanto, levou 11 anos para tomar coragem e se aproximar das Avós da Praça de Maio e colocar para fora suas dúvidas. O exame de DNA, realizado pela Comissão Nacional pelo Direito à Identidade (Conadi), em julho de 2012, confirmou que ele era filho de um jovem casal de militantes desaparecidos nos tempos da Guerra Suja, como ficou conhecido o período do regime militar implantado na Argentina entre 1976 e 1983.

 

Filho do paraguaio Ricardo Gaona Paiva e de María Rosa Miranda, argentina da Província de Tucumán, Pablo nasceu no Hospital Rivadavia, em Buenos Aires, em 13 de abril de 1978. Um mês depois, em 14 de maio, seus pais o levaram à casa de seus avós paternos para uma festa familiar. Ao voltar, o casal e o bebê foram sequestrados e ninguém teve mais notícias deles, contou Estela de Carlotto na entrevista coletiva que revelou a história do 106º neto perdido e encontrado pelas Avós da Praça de Maio.

 

O mal pela raiz

Durante o Processo de Reorganização Nacional – nome pomposo dado à ditadura pela Junta Militar que governou o país –, desapareceram, aproximadamente, 30 mil pessoas suspeitas de serem associadas a movimentos de esquerda. Para justificar a guerra contra o comunismo e seus “terroristas subversivos”, o primeiro líder da junta, o general Jorge Rafael Videla, declarou que “terrorista não era apenas aquele que instala bombas, mas tem ideias contrárias à civilização cristã ocidental”. Então, na opinião da Junta Militar, o melhor mesmo seria cortar o mal pela raiz, prendendo, torturando e matando ativistas de movimentos de esquerda como o Exército Revolucionário do Povo (ERP), no qual militavam os pais de Pablo.

 

Paul, tio paterno de Pablo, mostra fotos de Ricardo Gaona e María Rosa

 

As forças de segurança cumpriam à risca as ordens recebidas e não raro extrapolavam seus deveres, condenando à morte perseguidos políticos, sem se importar se estavam ligados ou não a atos de terrorismo. Esse foi o caso, por exemplo, de 60 estudantes secundaristas do Colégio Manuel Belgrano, em Buenos Aires, que desapareceram só porque ingressaram no conselho estudantil da escola que não tinha vínculo algum com grupos de guerrilha ou com organizações estudantis banidas pelo governo militar.

A Justiça espanhola condenou o ex-capitão da marinha argentina, Scilingo, a 640 anos de prisão. É o primeiro caso em que uma pessoa presente a seu próprio julgamento é condenada por crimes contra a humanidade em um país estrangeiro

Marguerite Feitlowitz, na época, professora em Harvard, em seu estudo pioneiro, A Lexicon of Terror: Argentina and the Legacies of Torture, dá uma dimensão dos anos negros da ditadura argentina. Cerca de 30% dos desaparecidos eram mulheres e 3 % eram grávidas mantidas vivas até darem à luz. Muitas foram presas com os filhos pequenos ou engravidaram na prisão, por conta de estupros cometidos por guardas e torturadores. Muitas conseguiram amamentar seus recém-nascidos por alguns dias até que seus bebês lhes fossem tomados antes de serem “transferidas”, eufemismo usado para informar que seriam mortas.

 

Os voos da morte

A repressão promovida pelo Estado foi infinitamente maior do que a ação da oposição. A chamada Guerra Sucia impôs um verdadeiro genocídio ao povo argentino. Nenhum acontecimento, entretanto, causou mais espanto do que o revelado pelo ex-capitão da Marinha Adolfo Francisco Scilingo. Ao ser entrevistado para o jornal Página 12, em março de 1995, confirmou o que todos já imaginavam, mas não tinham certeza: a ditadura militar fez quase uma centena de “voos da morte”. Arrependido de sua participação nessa estratégia, Scilingo revelou que 4.400 pessoas foram assassinadas ao serem arremessadas no Rio da Prata e no mar pelos aviões da Marinha. Condenado a 640 anos de prisão pelos tribunais da Espanha por crimes contra a humanidade, o ex-capitão sustentou que os voos da morte não eram um procedimento circunstancial, mas parte de um plano para eliminar os corpos dos desaparecidos.

Os passageiros ficavam presos na Escola de Mecânica da Armada (Esma) e eram levados do centro de tortura em grupos de 15 a 20 de cada vez, sempre às quintas-feiras. Antes de serem jogados ao mar, relatou o ex-capitão em seu julgamento, os prisioneiros eram drogados com o soro da verdade (pantotal sódico), para que não pudessem ver o seu triste fim.

 

Identidade trocada

Segundo entidades que lutam pelos direitos dos desaparecidos políticos, como a Associação de Familiares de Desaparecidos e Presos por Razões Políticas e as Avós da Praça de Maio, pelo menos 500 recém-nascidos e crianças pequenas foram separados de pais desaparecidos, tiveram suas verdadeiras identidades suprimidas e foram dados em adoção para casais de policiais e militares sem filhos e outros favorecidos pelo regime. Pablo Javier Gaona, por exemplo, foi entregue à família que o adotou por um coronel reformado, primo de seu pai adotivo.

 

Estela de Carlotto, presidente da associação das Avós da Praça de Maio| Foto: Fernando Gens/Télam/ef

De acordo com as Avós da Praça de Maio, organização que tem por objetivo localizar e retornar às suas famílias legítimas todas as crianças desaparecidas, os sequestros de bebês e jovens grávidas, o funcionamento de maternidades clandestinas, como a montada na Escuela de Mecánica de la Armada, a existência de listas de espera para adoção e as declarações de militares que participaram da Guerra Suja demonstram a existência de um plano arquitetado não apenas para suprimir adultos, mas também para privar os filhos de militantes de esquerda de suas verdadeiras identidades.

 

O historiador e escritor argentino Carlos De Nápoli, autor de vários livros sobre o nazismo, afirma que a estratégia da ditadura portenha ao sequestrar crianças utilizou um método idealizado pelo nazismo executado pelo Escritório Principal para a Raça e o Reassentamento (Rusha). Essa organização alemã pretendia, entre outros objetivos, assassinar as minorias consideradas impuras e indesejáveis. No caso da Argentina, essas minorias eram representadas pelos “terroristas perigosos” definidos pelo general Videla.

 

“As ideias nazistas permearam a ditadura argentina. A decisão de eliminar os adversários é a mesma da “solução final” de Adolf Hitler. A estratégia consta de um documento assinado pelo primeiro ditador, Jorge Rafael Videla. No documento, os militares se propunham adotar ou doar os filhos de militantes políticos com o objetivo claro de criá-los com outra ideologia, a deles. Para que isso acontecesse, permitiam que as mulheres tivessem seus bebês, para serem mortas logo em seguida. A existência das listas para a adoção prova que os bebês não eram indesejáveis. Os pais, sim, eram, não interessavam ao governo, tanto é que foram sumariamente assassinados”, conta à revista Leituras da História o jornalista e escritor Samarone Lima.

Iniciada em julho de 1936, com término entre março e abril de 1939, foi um confronto bélico após o fracasso do golpe de estado de alguns militares, entre eles Francisco Franco, que não foi o seu principal mentor. Essa guerra teve o apoio da igreja e dos partidos espanhóis de direita, que se sublevaram contra o governo espanhol republicano eleito pela maioria dos espanhóis

Este conflito afetou não apenas os espanhóis, sendo considerado um dos maiores episódios do século 20, e estopim da Segunda Guerra Mundial, além de ter servido de ensaio para os armamentos de guerra novos de Adolf Hitler (Alemanha) e para Joseph Stalin (União Soviética), como experiência política.

Por volta de 1930, antes do início da Guerra Civil, o clima político e social era tenso, como consequência do golpe de estado realizado pelo capitão-general da Catalunha, Miguel Primo de Rivera, com a conivência do Rei Alfonso XIII, o que levou a Espanha à ditadura militar (1923-1930).

Em 1931, após as eleições municipais e a partida do rei ao exílio, foi instaurada a Segunda República. Além disso, houve crescentes conflitos entre esquerdistas, apoiados pelos sindicatos e partidos políticos de esquerda; e entre nacionalistas, com tendência fascista, amparados, por sua vez, pelo clero, exército e latifundiários. A Frente Popular esquerdista, eleita democraticamente em fevereiro de 1936, que defendia o Governo Republicano, em contraposição à frente nacional de direita, pretendia combater o fascismo crescente em território espanhol e em outros países europeus, e contava com o apoio da União Soviética.

Este contexto de enfrentamento ideológico foi a causa para que a guerra deixasse de ser um evento estritamente espanhol para ganhar importância entre forças que disputavam a hegemonia mundial.

Famílias se refugiando no metrô de Madri, em 9 de dezembro de 1936, enquanto bombas são derrubadas pelos aviões rebeldes de Franco

O clima turbulento interno motivado pela intensificação da luta de classes, em especial entre anarquistas e falangistas, provocou assassinatos políticos, instabilidade e perda de prestígio da Frente Popular. Por outro lado, os direitistas, derrotados nas eleições espanholas, mas entusiasmados com os sucessos de Hitler, passaram a conspirar com os militares e com o apoio dos regimes fascistas (a Alemanha de Hitler, a Itália de Mussolini e Portugal de Salazar), acreditando que um levante dos quartéis, seguido de um pronunciamento dos generais, derrubariam facilmente a República. Entretanto, nas principais cidades, Madri e em Barcelona, capital da Catalunha, o povo saiu às ruas, levando o golpe ao insucesso. Foram formadas milícias anarquistas e socialistas para resistir ao golpe militar. Com o fracasso, o conflito tornou-se guerra civil no dia 18 de julho de 1936, quando o exército insurgiu contra o governo da Segunda República Espanhola.

 

Além dos ataques que arrasaram Guernica, os bombardeios mais virulentos foram realizados sobre a cidade de Barcelona pela aviação italiana e alemã, que provocou um grande massacre da população civil, que também serviram de experiência para os bombardeios que a Europa sofreu na Segunda Guerra Mundial.

 

Fator decisivo para a vitória do general Franco foi a unidade que conseguiu impor sobre as direitas e a superioridade militar. Em pouco tempo, a Espanha foi dividida em duas facções, a zona nacionalista, dominada pelas forças do General Franco, e outra, a zona republicana, controlada pela esquerda. Nas áreas desta segunda, houve uma revolução social: terras foram coletivizadas, as fábricas e os meios de comunicação tomados pelos sindicatos.

Em algumas localidades, os anarquistas chegaram a abolir o dinheiro. Em 1938, com o país dividido pelas forças franquistas em duas partes, a Catalunha foi isolada do resto do país. No dia 26 de janeiro de 1939 as tropas franquistas tomaram Barcelona e, no dia 28 de março, Madri se rendera aos franquistas, após ter resistido por quase três anos a poderosos ataques aéreos, de blindados e de tropas de infantarias.

O clima entre os civis

Os conflitos, batalhas e guerras envolvem estratégias organizacionais e militares que acometem a todos, indistintamente. A população civil é a primeira a ser atingida e violentada nas suas atividades cotidianas e convicções, correndo riscos pessoais, em nome daqueles que tem o poder de decisão do confronto bélico ou dos acordos, da guerra ou da paz, e da vida ou da morte de milhares de pessoas.

 

Soldados lealistas ensinam prática de alvo para as mulheres contra as tropas rebeldes do general Francisco, junho de 1937

 

Homens, mulheres e jovens são arregimentados, convocados, ou mesmo, arrebatados pelo entusiasmo para as frentes de batalha para lutar por uma causa, por vezes, que não são as suas. Dão o seu sangue, defendem a sua terra, enfrentam perigos e momentos de terror, veem com seus próprios olhos companheiros tombando ao seu lado – sem saber se serão os próximos –, são levados para longe das suas casas e famílias, e, bruscamente, veem-se em situações inimagináveis e fora do controle. As circunstâncias dramáticas, em condições extremas, levam pessoas ao desespero: à luta pela própria vida; à busca por qualquer tipo de alimento, para apaziguar a fome; à busca por notícias, para apaziguar as incertezas e as saudades; à busca de companheiros e de afeto, para apaziguar a solidão e o medo da morte.

 

Para conferir o artigo na íntegra garanta a sua revista Leituras da História Ed. 102 aqui!

Adaptado do texto “A guerra que mudou a Europa”

A alguns meses já noto dezenas e dezenas de pessoas aqui no blog falando de bolsa de valores, mesmo nosso site não sendo foco sobre investimentos, as vezes falamos de empresas como (fabricas, lojas, e outros).

E percebi que tem verdadeiros fãs de certas empresas, e então percebendo isso foi investigar o que estava acontecendo nisso descobrir um novo universo isso mesmo o mundo de investimentos .

Como Funciona a Bolsa de Valores

Pessoas que estão depositando todas suas economias em empresas que mal conhecem só por que uma casa de analise indicou, quero deixar bem claro isso é muito perigos, essas empresas de analise pode ter algum ganho em indicar uma cerca empresas ou tirar a recomendação .

estrategias de day trade

Mais esse mundo da b3 a dona da bolsa de valores do Brasil, tem varias formas de ganhar dinheiro, a primeira mais simples investimento de longo prazo, o que seria isso? você na pessoa física investe como sócio isso mesmo já pensou em ser sócio da Ambv ou da magazine Luiza, com a partir de 10,00 Reais já consegue comprar ações e receber dividendos das empresas que você tem em carteira.

Segunda opção o swing trade isso já é o que trades fazem a ideia é comprar barato e vender caro e assim lucrar, ex que eu realmente tive comprei ações da AMBV a 11,20 a 2 meses atrás hoje ela já esta a 13,50 então já estou com lucro de 2,30. Agora faz as contas se tivesse comprado 1mil ações teria ganhado 2,300 reias em apenas 2 meses sem fazer nada apenas comprando e vendendo não é bom.

A terceira e mais arrisca que conheci foi o famoso day trade, esse é o mais arriscado de perder dinheiro mais também a forma que pode ganhar muito dinheiro com o mini índice e mini dollar isso se chama de mercado futuro, uma explicação rápida o trade compra um papel e torce para a bolsa subir ou se vender torce para mercado cair.

Para fazer isso claro que ninguém faz isso sem nenhuma técnica o pessoal usa gráficos e estratégias de operadoras antigos, eu aqui fiz alguns teste em simulador 80% das técnicas que fiz não foi bom resultado, unico que estou obtendo um certo resultado bom é de um canal do YouTube escola para Uber, com nome estranho para um trade mais é que me identifiquei pela historia que ele conta era motorista de aplicativo e mudou de vida com a bolsa de valores.

O ponto positivo que as estratégias dele é bem simples sem firula mais para ter acesso a ela e lucrar precisa comprar curso escola para Uber do Thomas

Os valores até que não é caro comparado com os outros trades que vendem cursos, mais uma bela dica antes de tentar operar esse mercado utilize o simulador por pelo menos 1 mês, isso vai fazer você a saber mexer nas plataformas, aqui uso apenas o rico trade custa apenas 9,90 e tem todos os recursos necessários para trabalhar com trades.

Conclusão

Bolsa de valores é algo serio, não entre com todo seu dinheiro nele faça teste veja o que mais você se enquadra

day trade, swing trade ou buy and holder e sempre estude muito, não vai na conversa que ganha dinheiro fácil isso não existe.

 

“É preciso que alguém fale, e fale alto, e diga tudo, custe o que custar.” José Américo de Almeida, jornal Correio da Manhã *

Nada acontece por acaso

A entrevista não foi obra do acaso, do oportunismo de um jornalista à caça de uma notícia que abalasse os alicerces do Estado Novo e que, por sorte, esbarrasse em um personagem afastado do momento político, mas interessado em dar declarações bombásticas. Ela foi, na verdade, o resultado de uma minuciosa articulação feita por um hábil político, Luiz Camillo de Oliveira Netto, participante, em 1943, do Manifesto dos Mineiros – infrutífera contestação de políticos do seu Estado.

 

Apesar da declaração não ter surtido o efeito desejado, a intenção de Luiz Camillo de derrubar a ditadura continuou firme e forte. Daí o seu empenho para que, dessa vez, as revelações da entrevista finalmente atingissem o objetivo.

 

“Nesta hora não me nego a falar. Ao contrário, julgo chegado o momento de todos os brasileiros opinarem. Esta é uma hora decisiva que exige a participação de todos no rumo dos acontecimentos.”
José Américo de Almeida*

 

Primeiro era preciso encontrar um político com credibilidade junto à opinião pública. O escolhido foi José Américo de Almeida, um profundo conhecedor dos bastidores do poder antes mesmo da criação do Estado Novo. Nas eleições presidenciais realizadas em março de 1930, por exemplo, ele apoiou a candidatura oposicionista de Vargas. Foi designado pelo próprio presidente para compor a comissão encarregada de elaborar o anteprojeto da futura Constituição. Como ministro de Estado, participou dos trabalhos constituintes entre 1933 e 1934, articulando a permanência de Vargas no poder.

Em julho de 1934, exonerou-se do ministério, elegeu-se senador pela Paraíba, mas renunciou ao cargo um ano depois para ocupar – por indicação de Vargas – o posto de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

 

Durante o ano de 1937, teve o seu nome lançado para concorrer à sucessão à presidência nas eleições previstas para janeiro do ano seguinte. Sair do poder, entretanto, não estava nos planos de Vargas, que frustrou a expectativa dos candidatos ao promover, em novembro de 1937, o fechamento do Congresso e o cancelamento das eleições, dando início à ditadura do Estado Novo.

 

“No momento em que se pretende transferir a responsabilidade da situação dominante no Brasil da força que a apoia para a chancela do povo é a própria ditadura expirante que nos dá a palavra.”*

 

José Américo afastou-se, então, de Vargas, mas se manteve em seu posto no TCU durante todo o Estado Novo. Em janeiro de 1945, representou a Paraíba no Congresso Brasileiro de Escritores. O evento assumiu um nítido caráter antiditatorial, com o pedido de eleições livres para a presidência, assinada por todos os seus participantes. Por tudo isso, ocorreu a escolha do nome de José Américo como entrevistado para criticar a atuação do governo federal.

 

A estratégia seguinte era escolher um jornalista que fosse aceito pelo entrevistado. O nome mais indicado para a empreitada foi o de Carlos Lacerda, um brilhante jornalista jovem da época que, não por acaso, também era um ferrenho opositor ao governo. A terceira etapa da articulação de Luiz Camillo era encontrar um jornal que aceitasse publicar a matéria.

O superministério

A tarefa não seria fácil, na medida em que os meios de comunicação da época temiam represálias, o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) exercia um total controle ideológico sobre a opinião pública por meio da censura aos meios de comunicação e da publicidade do governo em cima da figura do ditador. Entre as incontáveis intervenções do DIP sobre os jornais, pode ser citado o confisco temporário do jornal O Estado de S. Paulo, com a prisão e o exílio de dois de seus diretores.

 

Quase nada escapava aos olhos e ouvidos atentos dos censores. Só no ano de 1942, chegaram a proibir a veiculação de 108 programas de rádio e quase 400 músicas, a maioria de marchinhas carnavalescas, fosse por serem consideradas perigosas aos interesses da pátria, ou por suas letras de mau gosto, segundo a moral vigente na época.

Por outro lado, o DIP se empenhou em difundir a boa imagem do governante, criando assim o culto à sua personalidade, por meio de fotos, passeatas, concentrações e até marchinhas de carnaval que enalteciam a postura “democrática” do ditador, que não se furtava nem a assistir os famosos espetáculos de teatros de revista na Cinelândia, no Rio de Janeiro, nos quais era alvo de brincadeiras e piadas (previamente censuradas, claro) por parte de atores e vedetes.

 

O outro legado do DIP foi a criação do A Voz do Brasil, programa radiofônico obrigatório para todas as estações de rádio do país, com notícias exclusivas do governo federal. É bom lembrar que, na época Vargas, o rádio era o meio de comunicação mais popular e de longo alcance no território brasileiro. Para completar o quadro, a eficiente polícia política da ditadura vigente, comandada por Filinto Müller e responsável pela prisão, morte e tortura de milhares de “inimigos” do regime, seria capaz de assustar qualquer dono de jornal, independente de suas simpatias ou antipatias políticas.

 

Editorial corajoso

Não à toa, o jornal escolhido para a publicação da entrevista foi o Correio da Manhã. Desde sua fundação, em 1901, por Edmundo Bittencourt,o jornal se mostrou engajado na vida política do país. Por inúmeras vezes, o Correio foi alvo de processos, proibições de circulação e até prisões de seus donos e jornalistas. Apesar de todo o tipo de perseguição, Paulo Bittencourt, herdeiro e diretor do Correio da Manhã, manteve sua linha editorial corajosa e resolveu bancar a entrevista de José Américo.

 

“Cumpri meu dever. Falei por mim e sinto ter interpretado também o pensamento ainda vedado do povo brasileiro. Fui levado a exprimir-me desta forma por um poder de determinação que nunca me abandonou nos momentos decisivos.”*

 

Apesar de perigoso, o fato não era inédito por parte do jornal, na medida em que na mesma semana, o Correio publicou duas outras matérias ameaçadoras. Na primeira, as declarações de Flores da Cunha, ex-governador do Rio Grande do Sul de 1935 a 1937, deposto pelo Estado e forte opositor a Vargas, arranhavam profundamente a imagem do ditador. Na segunda, ninguém menos do que o pai de Carlos Lacerda, o ex-deputado de esquerda Maurício de Lacerda, considerado um dos mais notáveis tribunos da Velha República, pedia o fim do Estado Novo e a cabeça de seu dirigente-mor.

 

O remate final dos conspiradores – mais uma das articulações do político mineiro Luiz Camillo – foi a escolha do título que deveria ser neutro, quase inofensivo (aparentemente inocente), para que não acirrasse ainda mais os nervos que andavam à flor da pele tanto dos seguidores de Vargas como dos censores do DIP.

 

Dessa maneira, A situação: declaração do sr. José Américo, título como foi publicado no original, passou para a história como “a reportagem que ajudou a derrubar Vargas”.

 

 

Estado Novo agonizante

A reportagem, ainda que muito bem escrita e engendrada, não pode ser considerada o único fator importante na derrubada de Getúlio Vargas. Mas ela parece ter sido, por certo, a pá de cal sobre o Estado Novo.

 

Naquela ocasião, o Brasil vivia um momento histórico, no mínimo, ambíguo. Por um lado, soldados brasileiros lutavam na Itália ao lado dos Aliados, os quais justificavam sua participação na guerra contra Hitler como sendo a defesa da própria democracia. Por outro, o país vivia sob um regime que poderia ser tudo, menos democrático.

 

Resumindo: o resultado final na 2ª Guerra Mundial inviabilizou o Estado Novo. A derrota da Itália fascista e da Alemanha nazista, países pelos quais Vargas nunca escondeu sua simpatia, por similaridade poderia significar também o fim de qualquer tipo de ditadura. Ora, Vargas, como militar e político sagaz que sempre foi, sabia reconhecer o momento de retirar sua tropa. Por isso começou a planejar a liberalização de seu regime. Mas sob seu estrito controle, claro.

 

A entrevista marcou, na verdade, o fim da censura prévia no Estado Novo agonizante. Tanto é que, em 18 de abril de 1945, Vargas decretou anistia geral para todos os condenados por crimes políticos desde 1934. Isso implicou na libertação de comunistas, como Luiz Carlos Prestes, e integralistas da ultradireita. Em seguida, Vargas permitiu a fundação de partidos políticos banidos desde 1937 e convocou eleições gerais e diretas para os Poderes Executivo e Legislativo a serem realizadas no dia 2 de dezembro de 1945.

Porém, um mês e três dias antes das eleições, em 29 de outubro de 1945, Vargas foi deposto num golpe militar liderado por Pedro Aurélio de Góes Monteiro, um general de sua confiança. Outros militares, que nos anos anteriores haviam apoiado fielmente o ditador, como Osvaldo Cordeiro de Farias, Newton de Andrade Cavalcanti e o próprio candidato presidencial Eurico Gaspar Dutra, também avalizaram sua deposição. Não houve resistência por parte de Getúlio Vargas.

 

Após oito anos de ditadura, em 1945, os brasileiros marcaram um novo encontro com a democracia e elegeram o general Eurico Gaspar Dutra, o candidato do Partido Social Democrático (apoiado pelo ex-ditador), como presidente da República. Era o início de um regime democrático que duraria 19 anos (até a Revolução de 1964, quando os militares novamente voltaram ao poder), mesmo tendo que brigar por sua sobrevivência em diversas crises políticas durante esse período.

 

*Trechos da entrevista de José Américo de Almeida, concedida a Carlos Lacerda em reportagem do Correio da Manhã, em 22 de fevereiro de 1945.

Há 25 anos, começava o pesadelo radioativo com o césio-137, em Goiânia, o maior desastre nuclear do mundo fora de uma usina. Hoje, o debate sobre o uso da energia atômica volta à tona: o Brasil deve aproveitar sua capacidade de enriquecimento de urânio e se tornar potência ou tem que abandonar o projeto?

a discussão do tema reaparece mais viva diante da real necessidade de o Brasil produzir energia para se desenvolver. Mas, por trás da diversificação da matriz energética estão fatos mal explicados, como um suposto programa nuclear clandestino promovido pelo governo brasileiro e os perigos iminentes que a energia atômica traz.

 

Por outro lado, o Brasil possui a sexta maior reserva de urânio do mundo e é um dos poucos países que dominam a tecnologia de enriquecimento para a geração de energia termonuclear com fins pacíficos. Não há dúvidas que a energia nuclear é importante no uso contra câncer e radioterapia, mas a fusão atômica para geração de energia é extremamente sensível e uma substância tão volátil como essa ainda não tem seus riscos sob controle.

 

Equacionar esse dilema é uma das decisões do atual governo diante das reais necessidades que o país se depara. Desde o acidente ocorrido em Goiânia, ainda hoje, as vítimas sofrem com os efeitos da contaminação, somam-se 64 mortes de indivíduos que tiveram contato com a substância, além de mais de 6 mil moradores contaminados e incontáveis casos de cânceres e tumores produzidos pelos dejetos de uma pequena cápsula.

 

Soma-se ainda, o recente acidente na usina de Fukushima, no Japão, que veio para reforçar o aviso cada vez mais urgente de se repensar sobre o uso dessa energia. O governo brasileiro não tem planos para desmantelar as duas usinas em funcionamento em Angra dos Reis (RJ). Ao contrário, não foram paralisados os esforços para a construção de uma terceira estação de geração nuclear, Angra 3.

O ministro de Minas Energia Edison Lobão informou que todas as usinas nucleares brasileiras passarão por testes de segurança, que serão realizados por técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e da Eletronuclear. “No momento, vamos fazer uma avaliação, assim como os outros países também estão fazendo”, disse. Porém, Lobão ressaltou que as obras de Angra 3 não serão interrompidas e que o governo continuará garantindo a produção de urânio sem prejuízo para os produtores.

 

Entretanto, esse cenário é incerto para empresas de equipamentos nucleares, especialistas da comunidade científica se dividem sobre a importância dessa tecnologia e a opinião pública é cativada a não aceitar a fonte.

O governo cogita, inclusive, uma possível abertura do setor à iniciativa privada. Especula-se que a Areva, empresa que assessora a Eletronuclear e que irá fornecer equipamentos para Angra 3, nada tem a acrescentar em termos tecnológicos; o reator da usina foi entregue na década de 80 fornecido pela Siemens, em outras palavras, com tecnologia de mais de 30 anos atrás. Contudo, sobre as reuniões nebulosas que ocorrem nas dependências do Ministério de Minas e Energia, dizem que a nova planta deverá incorporar os avanços tecnológicos, controle digital, além de oferecer um modelo integrado com todas as atividades da produção nuclear.

 

Só na falta de opção

O Brasil é pioneiro na tecnologia de extração e refino de petróleo, é um dos lideres em geração hidráulica, tem a melhor tecnologia para produção de etanol e biodiesel do mundo e desponta em energias renováveis como a eólica. Então, por que quer investir em energia nuclear?

 

Segundo os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as duas usinas nucleares do Brasil respondem por 1,68% da matriz elétrica, ou seja, caso as termonucleares sejam desativadas, não existiria a possibilidade de um possível racionamento de energia, pois representam uma parcela ínfima da geração.

 

Mesmo assim, apesar de ser um país que foge à regra quando comparada com a matriz energética dos europeus, a realidade brasileira hoje é de crescente necessidade de energia em curto prazo. De acordo com projeções do Operador Nacional do Sistema (ONS) – que controla o sistema elétrico brasileiro –, a demanda de energia elétrica no Brasil ao longo da década deverá crescer a uma taxa média de 5% ao ano, saindo de um patamar de consumo total de 456,5 mil gigawatts-hora (GWh) no ano de 2010 para 730,1 mil GWh em 2020.

O desafio de acompanhar a demanda expõe uma infraestrutura elétrica envelhecida e a possibilidade de considerar a energia atômica como uma opção. Por outro lado, a história é testemunha de que essa tecnologia é de alto risco e que em casos de acidentes é quase impossível controlar a situação.

 

Mesmo o acidente com o césio em Goiânia e o recente acidente nuclear ocorrido no Japão, o programa nuclear brasileiro continua firme. À frente dos empreendimentos está a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras que até 2015 deverá colocar Angra 3 para funcionar. Entretanto, o Greenpeace Alemanha divulgou, em conferência de imprensa em Berlim, dois estudos que avaliam a possibilidade de uma catástrofe nuclear acontecer em Angra 3 e suas possíveis consequências.

 

Os relatórios expõem as falhas existentes no projeto da usina nuclear e explica que a ausência de certos componentes essenciais de segurança poderiam fazer com que o Brasil tivesse uma catástrofe ainda maior do que a de Fukushima.
Para o coordenador da campanha de energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, “o Brasil tem diversas opções como Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em Minas Gerais e São Paulo – onde estão os principais mercados consumidores de energia. O potencial conhecido hoje das PCHs chega a 25 GW e corresponde à potência de duas Itaipus”.

Já o governo brasileiro diz que a prioridade do país está focada nas energias renováveis, principalmente hidrelétricas. Em entrevista, o secretário do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura, apontou como serão as diretrizes do governo. “Precisamos escolher a fonte que cause menor impacto e que tenha menor custo unitário. Estamos entrando em uma economia de escala e a energia hidráulica está na faixa de R$ 100,00, ou seja, é uma das mais econômicas.”

 

A solução que ainda é problema

A energia atômica é alvo de controvérsia mundial há mais de 50 anos, quando o presidente americano Eisenhower propôs, em discurso na ONU, o programa atômico pela paz. Hoje, a busca por fontes de energia está levando o Brasil a apostar em caminhos tortuosos na energia nuclear, como em 2010, quando, com a Turquia, mediou um acordo sobre as condições de troca do urânio iraniano levemente enriquecido do Irã, por urânio enriquecido a 20%. Todavia, o país liderado por Mahmoud Ahmadinejad, por fortes tensões com os EUA e Israel, não parece estar disposto em usar a energia atômica para fins pacíficos.

O Brasil domina o ciclo de produção do combustível nuclear e está construindo seu primeiro submarino com propulsão atômica. A revelação de detalhes estratégicos sobre essa tecnologia e os bastidores escusos do programa nuclear estaria no topo das preocupações de quem, no governo Dilma, insiste em manter o sigilo eterno de documentos que datam de mais de 20 anos. Todavia, o programa atômico brasileiro é de longa data e, assim como tem competência para fusão de energia nuclear para geração de energia elétrica, especula-se que também tenha know how para fins bélicos.

 

Por outro lado, é pouco provável que Brasil se enverede na construção de uma bomba nuclear, visto que há anos o país reivindica um acento permanente no conselho de segurança da ONU e é a favor do Tratado de Não Proliferação Nuclear.

 

O passado que o Brasil tenta esconder

Especula-se que as Forças Armadas tentaram desenvolver armas nucleares, com a ajuda de Saddam Hussein. Em 1990, o presidente Fernando Collor jogou uma simbólica pá de cal em um poço de 320 m para testes nucleares na serra do Cachimbo, no Pará. A suspeita é que ele teria sido construído com recursos e tecnologia iraquiana, sob a benção de Saddam Hussein para abrigar testes do programa daquele país. O poço é só um pedaço do quebra-cabeça de uma série de operações clandestinas, iniciadas no governo militar de Ernesto Geisel, para garantir ao Brasil a tecnologia necessária para fabricar a bomba atômica (e ogivas para mísseis nucleares).

 

Na prática, sobretudo a partir do início da década seguinte, o governo manteve dois programas nucleares: o oficial, com fins pacíficos, e o paralelo e sigiloso. Sempre houve facções do regime que defendiam que a única maneira de o Brasil ser respeitado no mundo seria ter a bomba.

 

Além disso, entre 1979 e 1990, o Brasil exportou toneladas de urânio (a matéria-prima das bombas) para Saddam. O roteiro nebuloso inclui espionagem e suborno de técnicos e autoridades estrangeiras, entre outras manobras, que até alimentaram uma CPI sobre o tema. A Constituição de 1988 havia proibido o país de usar a tecnologia nuclear para fins bélicos, mas o esforço dos militares por uma abertura lenta, gradual e, sobretudo, segura sobreviveu até 1990, conforme confirmou mais tarde José Carlos Santana, ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, no governo Collor. Quando o Cnem do Brasil deixou de funcionar, o país estaria prestes a fazer o primeiro teste.

 

Era, nas palavras de Neil Armstrong, “um pequeno passo para o Homem, um passo gigantesco para a Humanidade”

No dia 20 de julho de 1969, a Apolo 11 pousava na Lua. Era, nas palavras de Neil Armstrong, “um pequeno passo para o Homem, um passo gigantesco para a Humanidade”. Apesar da existência de dúvidas sobre o original significado da fala do astronauta, as aspas geralmente atribuídas à ele retratam bem a grandiosidade do feito.

Foi em um domingo na Terra que o comandante Armstrong e o piloto Edwin Aldrin, ou Buzz, ambos com 38 anos de idade, escorregaram para fora da Apollo 11 em seus trajes espaciais reforçados com 21 camadas de tecido rumo ao acontecimento que colocaria seus nomes na História. Em uma gravidade quase 10 vezes menor que a da Terra, os dois homens desajeitadamente se locomoviam pela região lunar batizada de Mar da Tranquilidade. “Adere à sola e aos lados das minhas botas, formando uma camada fina como poeira de carvão”, Armstrong descrevia o solo da Lua à base de controle.

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Uma placa acoplada a um dos pés do módulo Eagles, onde eles viajavam, trazia a frase “Aqui, homens do planeta Terra pisaram na Lua pela primeira vez. Nós viemos em paz, em nome de toda a humanidade”, lida também pelo comandante. Buzz uniu-se a Neil e juntos fincaram a bandeira estadunidense no solo lunar.

O evento foi todo transmitido e o mundo parou diante dos aparelhos de televisão para acompanhar os passos dos dois astronautas. Famílias se reuniram na sala, grupos se amontoaram em bares, padarias ou qualquer lugar com TV, as ruas ficaram desertas. Todos queriam participar desse momento histórico. E você, se lembra o que estava fazendo quando o homem pisou na Lua?