Em julho de 1944, após as forças soviéticas chegarem ao campo de trabalho forçado de Majdanek, próximo a Lublin, na Polônia, apesar de os alemães terem tentado esconder as evidências do extermínio em massa, tanto evacuando os prisioneiros por meio das longas marchas para a morte quanto demolindo algumas das estruturas do mal, como a empreitada continuou com a ajuda daqueles que lutavam contra os nazistas, o mundo assombrado acabou por conhecer as inimagináveis condições dos presos.

Na maioria dos campos, principalmente de extermínios, além de pilhas de corpos que não haviam sido enterradas, havia uma baixíssima percentagem de sobreviventes, que mais pareciam esqueletos ambulantes. Entre eles, embora todos sonhassem em retomar suas próprias vidas, poucos o fizeram. Mas graças a um lampejo de força coletiva, alguns apontaram, atacaram e até mataram seus próprios algozes como forma de revide por tanto sofrimento.

Em meio a esse contexto dramático, em 14 de abril de 1945, o fotógrafo Harold M. Roberts captou a Imagem para a História com a qual eternizou uma cena redentora: um prisioneiro soviético não identificado, mas com ar atônito, ao ser liberado pela 3ª Divisão Blindada do Primeiro Exército dos Estados Unidos do campo de trabalho forçado de Buchenwald, na Turíngia, Alemanha, teve o privilégio de identificar, diante dos aliados, um ex-guarda que espancava brutalmente todos os detentos locais. Se antes violento, no momento da foto, o nazista só conseguiu apresentar uma expressão perplexa, com um misto de medo e indignação, pois a partir dali, sabia que seu destino também oscilaria entre a vida e a morte, tal como o dos homens que molestara com suas próprias mãos.

Adaptado do texto “Algoz acuado”

Revista Leituras da História Ed. 94

Apesar de parecer lenda, esse episódio aconteceu de fato e foi amplamente documentado por autoridades locais, igrejas e médicos da época

O ano, 1518. A cidade, Estrasburgo, Alsácia, ainda parte do Sacro Império Romano – atualmente França. A desencadeadora? Uma mulher chamada Frau Troffea que, em meados de julho, saiu pelas ruas, dançando loucamente, sem esboçar nenhuma expressão de prazer. Contudo, seus gestos compassados se tornaram responsáveis por um dos fatos mais bizarros da história: a epidemia de dança.

 

Em seis dias de atividade quase que ininterrupta, em meio a desmaios rápidos de exaustão e retorno imediato aos movimentos, Frau morreu, provavelmente, com os sapatos encharcados de sangue. Algumas versões do episódio dizem que, após esse tempo, ela foi levada para um santuário de cura, mas não há provas sobre isso, principalmente porque nem mesmo um maratonista teria um preparado físico tão grande para aguentar tamanha empreitada. De qualquer forma, o curto período de tempo foi suficiente para contagiar outros habitantes da cidade, que também aderiram à dança. Documentos mostram que, em uma semana, já havia 30 deles fazendo passos cadenciados nas ruas de Estrasburgo. Em cerca de 30 dias, o número de participantes do estranho episódio, que se desenrolou debaixo do sol de verão do Hemisfério Norte, aumentou para cerca de 400 pessoas.

Mais detalhe sobre a A Dança da Morte

Diante da situação inusitada, tanto as autoridades locais quanto os médicos diagnosticaram “sangue quente”. Mas em vez de prescreverem, como era de costume, sangria para minimizar o problema coletivo, eles optaram por estimular a dança como forma de cura. Para tanto, eles contrataram músicos, improvisaram palcos e convidaram dançarinos especializados para auxiliar os contagiados, que continuavam dançando involuntariamente, apesar do desespero estampado em suas faces e dos pedidos de ajuda para que pudessem cessar com os movimentos corporais.

O resultado do tratamento foi trágico. Segundo relatórios médicos, muitas pessoas morreram de desidratação, exaustão, ataques cardíacos e derrames. Lendas dizem que os poucos sobreviventes – se é que houve algum – foram colocados a bordo de vagões e encaminhados para santuários de cura. Depois de quase dois meses de loucura, a tal epidemia começou a retroceder.

 

Embora curioso, o evento de Estrasburgo não foi o primeiro da História – problema idêntico já tinha ocorrido no século 12. Mas, desde então, algumas hipóteses foram levantadas para explicar o fenômeno. Entretanto, a maioria delas acabou descartada.

 

 

Hipóteses, apenas hipóteses…

Entre as especulações, uma que perdurou bastante tempo sugeriu que o evento estava associado ao possível consumo e um fungo altamente alucinógeno que crescia em meio ao centeio. Porém, se a explicação fosse realmente essa, de acordo com especialistas, o estado de alucinação não teria durado tantos dias.

 

Outra suposição, provavelmente levantada por seguidores da religião oficial, dizia que os dançarinos eram adeptos de uma seita herética. No entanto, quando os documentos da época começaram a ser analisados, ficou claro que os dançarinos estavam visivelmente perturbados.

 

O certo é que por 490 anos o episódio ficou sem uma explicação lógica. Mas, em 2008, o historiador John Waller, da Universidade de Michigan (Estados Unidos), descobriu certa ligação entre as epidemias que tinham acontecido ao longo da história e o possível motivo da dança da morte de Estrasburgo.

 

 

Uma elucidação mais plausível

Segundo Waller, a dança da morte e outras epidemias semelhantes sempre ocorreram após grandes provações, desastres naturais, pestes etc. Ao vivenciar tais situações, as pessoas ficavam – e ainda ficam – psicologicamente afetadas.

 

No caso da epidemia de 1518, uma série de doenças, como varíola, sífilis, lepra e até uma nova enfermidade conhecida como suor inglês (doença respiratória epidêmica, provavelmente causada por um hantavírus, que matou cerca de 3 milhões de pessoas somente na Inglaterra entre 1485 e 1551, enquanto fazia milhares de vítimas por toda Europa) havia varrido a região. Além disso, ainda havia a fome que levou muitos à mendicância e uma antiga lenda cristã sobre São Vitor (também chamado de São Vito ou São Guido), um siciliano martirizado em 303 d.C., que, caso fosse provocado, jogaria pragas no povo, entre as quais uma para que as pessoas dançassem compulsivamente até a morte.

 

Como todos esses fatores eram estressantes demais para qualquer ser humano já fragilizado, após estudar os registros históricos, notas médicas, sermões da igreja, crônicas locais e regionais e até mesmo comunicados emitidos pelo conselho da cidade de Estrasburgo, o historiador chegou à conclusão de que houve uma histeria em massa que levou muitos à morte.

 

 

Doenças sociais

Embora o episódio da dança contínua pareça muito estranho, durante o período medieval, houve pelo menos sete outros casos de histeria coletiva na mesma região. Depois, já em 1840, o evento se repetiu em Madagáscar (ilha africana). Em janeiro de 1962, na Tanzânia (pais da África Oriental), deu-se uma nova epidemia, dessa vez, de riso, que se prolongou por 18 meses (no início, as crianças começaram a rir sem motivo aparente na escola, depois contagiaram os pais, os vizinhos e, em pouco tempo, milhares de pessoas já estavam rindo, em meio a dores, dificuldades respiratórias e ataques de choro).

Todos esses casos forneceram subsídios para Waller fundamentar sua tese, que resultou em um livro de 276 páginas, intitulado A Time to Dance, a Time to Die: the Extraordinary Story of Dance Plague of 1518, publicado em 2008 (ainda sem tradução para o português). No entanto, conforme afirma o médico epidemiologista Timothy Jones,  professor clínico assistente de medicina preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de Vanderbilt  (Nashville, Tennessee, Estados Unidos), os surtos de doenças psicogênicas são suscetíveis de serem comuns e muitos passam despercebidos. Dúvida dessa informação? Então, preste atenção em alguns casos ocorridos no fim do século 20 e no início do século 21:

 

  • Região do lago Tanganyika, Tanzânia, África, 1963: diversas garotas de um internato começaram a alternar riso e choro histericamente. Em pouco tempo, 95 das 159 alunas tinham sido atingidas pela praga e a escola teve que ser fechada. Enviadas de volta para seus vilarejos, elas espalharam a epidemia entre outras crianças e adultos, que começaram a rir descontroladamente. Apesar de períodos curtos de calmaria, o problema durou quase oitos meses. Exames de sangue e análises microscópicas não apontaram uma causa biológica para a síndrome que, curiosamente, não atingiu adultos alfabetizados.

 

  • Ilha de Colares, Pará, Brasil, 1977: quase no fim do ano, surgiram relatos sobre luzes vindas do espaço para sugar o sangue humano. Os moradores locais ficaram impressionados e, rapidamente, surgiram várias pessoas que começaram a dizer que haviam sido perseguidas. Entre elas, mais de 80 reportaram sequelas físicas do que seriam ataques de ETs. A Aeronáutica destacou oficiais para investigar o caso que, quatro meses depois, foi encerrado.
    • Melbourne, Austrália, 2005: em 21 de fevereiro, uma funcionária do aeroporto local desmaiou, junto à escada rolante. Em seguida, outras duas mulheres também desfaleceram. O ar-condicionado foi desligado por medo de um atentado com gás, mas não adiantou nada. Mais pessoas passaram mal e 57 foram levadas para o hospital. Porém, não foi detectada nenhuma ação de agente tóxico. No fim do dia, o mistério foi revelado: uma parede e um poste pintados recentemente exalavam cheiro de tinta fresca. Ambos fizeram com que as primeiras mulheres tivessem enjoo. Posteriormente, os discursos que se seguiram de boca em boca enfatizavam gás tóxico, perigo, química, entre outras preposições. Portanto, o disse me disse foi suficiente para induzir uma descompensação coletiva.

     

    • Cidade do México, México, 2006: o surto se iniciou em outubro e atingiu meninas de um internato católico que, ao mesmo tempo passaram a ter fraqueza, dificuldade de locomoção, febre, náuseas e desmaios. No retorno das férias, o mal se espalhou ainda mais. No total, 600 das 3600 internas tiveram sinais da doença que, segundo as autoridades, não tinha nenhuma causa orgânica.

     

    • Itatira, Ceará, Brasil, 2010: no início  de junho, após uma suposta visão de um colega morto, dezenas de jovens começaram a passar mal em uma escola. Entre eles, muitos entraram em transe e tiveram que ser levados para o hospital.
      • Zimpeto, Maputo, Moçambique, 2010: entre maio e junho, 71 alunas da Escola Quisse Mavota perderam os sentidos durante as aulas. Em um único dia, foram 25 casos. As primeiras hipóteses levantadas pela direção do colégio foram anemia ou desnutrição. Mas, desde o início, o Ministério da Saúde sustentava ser algo psicológico. De acordo com o que a psiquiatra Lídia Gouveia (na época, diretora da Seção de Saúde Mental) disse na ocasião, “o quadro de medo e de ansiedade [das meninas] é muito marcante. O que elas têm, realmente, são manifestações de pânico”. Ainda segundo a médica, em vários casos não houve sequer desmaio, mas apenas a perda momentânea dos sentidos. Apesar desse episódio, na África, epidemias semelhantes são bem comuns. Na foto, por exemplo, 50 alunas da escola do primeiro ciclo Gabriel Kwanhama desmaiaram em julho de 2011 sem explicação aparente.

       

      • Phu Yen, Vietnã, 2011: em dezembro, após a visão de um suposto fantasma no banheiro da escola Son Hoa, vários alunos começaram a desmaiar, momentos em que também diziam coisas ininteligíveis. Em apenas uma noite, 12 deles caíram inconscientes ao mesmo tempo.

       

      De certa forma, todos esses exemplos compartilham determinados aspectos: um relativo analfabetismo, pobreza e medo; superstições alimentadas por crenças populares; desinformação; e até confinamento imposto (no caso dos internatos). Nesse contexto, impulsionados pela cultura local ou pela própria imaginação, pessoas ou grupos fechados ficam mais ansiosos, perdem o controle dos atos e das emoções, ressaltam os cinco sentidos e começam a apresentar sintomas físicos. A partir daí, eles provocam o chamado efeito dominó na coletividade, que também passa a fazer, ver, sentir e vivenciar o mesmo acontecimento de forma irracional.

Era, nas palavras de Neil Armstrong, “um pequeno passo para o Homem, um passo gigantesco para a Humanidade”

No dia 20 de julho de 1969, a Apolo 11 pousava na Lua. Era, nas palavras de Neil Armstrong, “um pequeno passo para o Homem, um passo gigantesco para a Humanidade”. Apesar da existência de dúvidas sobre o original significado da fala do astronauta, as aspas geralmente atribuídas à ele retratam bem a grandiosidade do feito.

Foi em um domingo na Terra que o comandante Armstrong e o piloto Edwin Aldrin, ou Buzz, ambos com 38 anos de idade, escorregaram para fora da Apollo 11 em seus trajes espaciais reforçados com 21 camadas de tecido rumo ao acontecimento que colocaria seus nomes na História. Em uma gravidade quase 10 vezes menor que a da Terra, os dois homens desajeitadamente se locomoviam pela região lunar batizada de Mar da Tranquilidade. “Adere à sola e aos lados das minhas botas, formando uma camada fina como poeira de carvão”, Armstrong descrevia o solo da Lua à base de controle.

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Uma placa acoplada a um dos pés do módulo Eagles, onde eles viajavam, trazia a frase “Aqui, homens do planeta Terra pisaram na Lua pela primeira vez. Nós viemos em paz, em nome de toda a humanidade”, lida também pelo comandante. Buzz uniu-se a Neil e juntos fincaram a bandeira estadunidense no solo lunar.

O evento foi todo transmitido e o mundo parou diante dos aparelhos de televisão para acompanhar os passos dos dois astronautas. Famílias se reuniram na sala, grupos se amontoaram em bares, padarias ou qualquer lugar com TV, as ruas ficaram desertas. Todos queriam participar desse momento histórico. E você, se lembra o que estava fazendo quando o homem pisou na Lua?

1º de agosto de 1843

Nesta data foi lançado no Rio o lendário “Olho-de-boi”, primeiro selo postal brasileiro.

3 de agosto de 1961

O Presidente Jânio da Silva Quadros condecora o cosmonauta soviético Yuri Gagarin – primeiro homem a viajar pelo espaço –, que visita o Brasil.

6 de agosto de 1965

O Presidente americano Lyndon B. Johnson assina a lei que finalmente permitiu o voto dos negros em seu país.

11 de agosto de 1984

Contrariando a vontade do então Presidente João Figueiredo, o deputado paulista Paulo Maluf derrota o ministro dos Transportes, Mário Andreazza, na Convenção do PDS, e assume a condição de candidato da situação à Presidência da República.

13 de agosto de 1923

Nessa segunda-feira abriram se as portas na Avenida Atlântica, em Copacabana, o Hotel Copacabana Palace, o mais luxuoso da capital brasileira.

27 de agosto de 1980

Ataques a bomba sacodem o Rio. Um artefato deixado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil mata a funcionária Lydia Monteiro da Silva; outra explosão, na Câmara Municipal, mutila o funcionário do gabinete de um Vereador; um terceiro explosivo explode na sede do jornal “Tribuna Operária”.

28 de agosto de 1978

O Congresso revoga o Ato Institucional Nº 5, durante o Governo Ernesto Geisel, colocando fim em um dos mais negros períodos da História do Brasil.

29 de agosto de 1852

Começam as obras da primeira estrada de ferro do Brasil. A linha ligaria o Rio ao povoado serrano de Petrópolis, muito procurado por diplomatas estrangeiros.

30 de agosto de 1880

Por 77 votos contra 16, a Câmara dos Deputados rejeita o projeto de lei de Joaquim Nabuco, que previa a libertação dos escravos pelo prazo de dez anos.

31 de agosto de 1997

Morre em Paris, em um desastre de automóvel, Lady Diana Spencer, Princesa de Gales, ex-mulher do Príncipe herdeiro do trono da Grã-Bretanha.

Você lembra de algum acontecimento de agosto que não citamos aqui? Deixe nos comentários abaixo!

O maior nome da literatura universal de todos os tempos, Liev Tolstói, obteve reconhecimento, sobretudo por sua ampla compreensão do espírito humano, cuja característica principal é a incongruência da existência, que pode ser descrita como uma combinação de bondade e maldade, desejo e fracasso, alegria e tristeza

Liev Nikoláievich Tolstói nasceu em 1828, em Iásnaia Poliana, rica propriedade rural de sua família, na Rússia. De origem nobre e dono de muitos servos, em meio às contradições do seu tempo, tornou-se um defensor das classes mais necessitadas de seu país, na época, uma nação absolutista, extremamente desigual, que congregava a nobreza e o clero de um lado e a grande maioria da população camponesa, que vivia em condições precárias, do outro. Morreu em 1910 e, inevitavelmente, teve seus escritos influenciados pela contradição da existência humana que, graças ao caráter atemporal, conferiu perenidade às suas obras.

Por isso, até hoje, muitos leitores se reconhecem nas aflições dos personagens criados pelo escritor russo, que se proclamava como um seguidor de Cristo, mas a partir de uma proposta polêmica que o fez ser excomungado pela Igreja Ortodoxa de seu tempo. No entendimento de Tolstói, a fé cristã ortodoxa e os ensinamentos de Cristo eram incompatíveis, pois a igreja sustentava a injustiça social. Mas tal situação não o impediu de se transformar pela fé, que lhe deu uma nova maneira de enxergar a existência, tal qual já fazia o povo simples da Rússia que, mesmo sob as duras condições, reagia aos sofrimentos da vida com devoção a Deus, conforme nos explica nosso entrevistado, que ainda discorre sobre a importância do grande escritor russo na atualidade.

Leituras da História – Qual a importância de Liev Tolstói para a literatura tanto russa quanto mundial?

Rubens Figueiredo – O ânimo questionador de Tolstói, de fato incansável, levou-o a formular reflexões de grande abrangência e alcance histórico. A circunstância de tais indagações terem tomado, muitas vezes, forma literária e ficcional não eximiu a própria literatura de ser, também ela, objeto dos mais incisivos questionamentos, da parte do escritor. Ao mesmo tempo em que construiu algumas das obras mais profundas e abrangentes da história da literatura, Tolstói submeteu-as, como fez também com a arte em seu conjunto, a críticas e dúvidas incisivas, coerentes, livres, e que continuam a fazer todo sentido hoje em dia, até mais do que muitos de nós gostaríamos de admitir.

LH – Quando e por que nasceu o sonho de fraternidade total, que Tolstói alimentou, junto ao irmão, desde a infância? 

Figueiredo – À luz do que Tolstói escreveu efetivamente, eu não creio que faça sentido dizer que houve esse tal “sonho de fraternidade total”. As conversas com o irmão, quando Tolstói era adolescente, o marcaram, de fato. Mas foi um acontecimento entre outros tantos, todos eles objetos de amplos questionamentos e desdobramentos contínuos. A questão real, constante, premente e explícita em seus escritos, é a inconformidade com as injustiças e com os mecanismos que as justificavam e as encobriam.

LH – Em uma época em que os proprietários da terra também eram os donos dos camponeses que trabalhavam nelas, o que levou Tolstói, homem de origem nobre, voltar-se contra o governo e a Igreja Ortodoxa a favor das classes menos privilegiadas? 

Figueiredo – A desigualdade na Rússia tsarista era tão acintosa que, mesmo entre as camadas mais privilegiadas da elite, havia um amplo movimento intelectual de caráter crítico, que exprimia sentimentos que iam desde o simples incômodo até a franca revolta. O levante dos decembristas de 1825, promovido exclusivamente por integrantes da elite e que marcou a geração de Tolstói, é uma expressão dessa resistência. No geral, trata-se de um processo que se desenvolveu e se expandiu, gradualmente, para outras camadas sociais. De um lado, isso se exprimiu na forma de um contínuo debate, ou polêmica, que enriqueceu e revigorou a literatura e a cultura russas. De outro lado, redundou em movimentos revolucionários com raízes profundas na sociedade, que desse modo alcançaram o século 20. Tolstói faz parte desse processo histórico e não constitui um caso isolado.

LH – Por que ele usou e abusou da linguagem religiosa em suas obras?

Figueiredo – Tolstói a usou porque era assim que a população das camadas mais oprimidas registrava seu saber e exprimia sua perspectiva de história e sociedade. A exemplo de muitos intelectuais russos, ele buscava alternativas para o modelo de progresso que o Império Russo havia adotado, ou aceitado, e que vinha pronto, em uma espécie de pacote, da Europa rica para o seu país. A rigor, tratava-se da introdução acelerada das relações capitalistas na Rússia, um verdadeiro trauma histórico na sociedade local do século 19. As ricas tradições de vida comunitária que vigoravam entre os camponeses russos, formas culturais e sociais que remontavam há séculos, inspiraram em muitos intelectuais a ideia de que dali poderia provir uma alternativa mais humana, do que aquela imposta pelos europeus ricos e colonizadores. Foi justamente com certos grupos de camponeses que haviam adotado formas mais radicais de vida comunitária que Tolstói assimilou a noção da rejeição absoluta da violência e, em consequência, a estratégia de resistência passiva a ela. Tratava-se, a meu ver, de reagir à violência sem violência.

Para conferir a entrevista na íntegra garanta a sua revista Leituras da História Ed

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Ele é o único canal nacional que transmite artes 24 horas, o slog do canal Arte1 é “O canal para quem gosta de arte”
Nosso Amamos a arte então não é difícil prever que esse canal é o nosso favorito, nele você encontra muito conteúdos os mais comuns são:

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Eu era criança quando assisti ao filme O Planeta dos Macacos – o mais “clássico”, de 1968 – junto com a minha mãe. Nunca tínhamos visto nada parecido. A cena final, tão surpreendente, nos deixou completamente atônitas diante da televisão. Toda aquela reflexão sobre a nossa sociedade, nossos instintos e a forma como tratamos os outros seres com superioridade me marcou muito. E aquele final… uau!

A experiência na minha infância foi tão forte que fiz questão de assistir ao filme de novo, recentemente, com meu filho de 9 anos. Ele gostou bastante da história, mas deu risada dos efeitos especiais, que obviamente achou meio antiquados e logo nos primeiros minutos já desvendou em alto e bom som aquilo que eu e minha mãe só descobrimos na tal “cena final super chocante”. Mais uma vez, posso dizer que fiquei atônita! O filme nem era tão bom assim quanto eu lembrava em minha memória infantil!

Sempre tive um carinho pela franquia a partir desse episódio com minha mãe. Vi todos os filmes clássicos (meu favorito é o Fuga do Planeta dos Macacos, de 1971) os reboots (adoro os dois!) e o remake de Tim Burton (que é meio fraco, mas tem o final bem mais parecido com o livro e está no Netflix, aliás). Apesar disso, nunca tinha lido o livro de 1963 que deu origem a tudo, do autor francês Pierre Boulle, relançado esse ano pela Editora Aleph.The Planet of the Apes, filme de 1968

Adorei ter contato com a história original. Ela é contada em primeira pessoa pelo jornalista/astronauta francês Ulysse Mérou (que nos filmes – claro – virou um americano), que participa de uma expedição espacial explorando novas galáxias e termina, junto de seus companheiros, num planeta que se assemelha muito com a Terra.

A grande diferença é que lá – no planeta chamado por eles de Soror – os humanos se comportam como um povo primitivo, enquanto os macacos – chimpanzés, gorilas e orangotangos – fazem parte de uma civilização organizada e culta.

Confesso que, talvez ironicamente, me senti muito mais próxima da chimpanzé Zira do que de Mérou. A arrogância sem fim do personagem “humano” do livro me impediu várias vezes de torcer por ele durante a leitura. Tive a mesma antipatia pelo Cornelius do livro, o noivo erudito de Kira, de quem eu era fã no filme clássico (e que foi “limado” da história na versão de Tim Burton).

The Planet of the Apes, remake de 2001

Apesar de me entristecer com passagens como a caçada violenta aos humanos que viviam livres na natureza e a descrição do zoológico de humanos, fiquei especialmente impactada com os momentos em que são relatadas as experiências científicas.

Não por serem humanos ali retratados, mas por imaginar o que os animais aqui mesmo de nosso planeta já sofreram – e infelizmente ainda sofrem – em nome dos “avanços científicos” e também por conta de outras finalidades ainda menos nobres, como testes de produtos estéticos ou simplesmente a nossa diversão e entretenimento. Como somos, assim como Ulysse, arrogantes!

Ainda mais triste imaginar que os relatos foram baseados em experiências reais realizadas com animais capturados na natureza ou mesmo criados em cativeiro. O humano que ali nos representa também fica indignado com as experiências, mas somente porque elas são realizadas com seus “semelhantes”.

Apesar da crítica explícita que permeia toda a obra, não há um posicionamento ou reflexão escancarada do personagem sobre isso, senti falta dessa identificação dele mesmo como opressor, diante da mudança de paradigma na qual ele se vê inserido.

Rise of the Planet of the Apes, de 2011

Vale dizer que mesmo na sociedade dos macacos há preconceito – chimpanzés, orangotangos e gorilas exercem funções diferentes, por exemplo, e as fêmeas – como Zira – sofrem também por serem minoria no meio intelectual.

Polêmicas a parte, a Aleph realmente caprichou no livro. Capa e projeto gráfico estão lindos. Os extras são muito interessantes – incluem introdução feita para a edição brasileira, entrevista com o autor, explorando, inclusive a opinião dele sobre as diferenças entre seu livro e o filme e um artigo contando um pouco de sua história de vida, entre outras coisas.

Vale lembrar que, como o livro estava esgotado há tempos, os preços que encontrávamos por aí não eram nada convidativos. Esse é, portanto, um ótimo momento para você levar pra casa esse clássico da ficção científica.

O Planeta dos Macacos 

Autor:  Pierre Boulle

Editora: Aleph

Tradutor: Andre Telles
Ano: 2015
Encadernação: brochura
Formato: 14 x 21 cm

Ano passado eu celebrei na fanpage, na comunidade e pra quem mais quisesse ouvir, o lançamento de O Livro Sem Figuras, de B. J. Novak, pela Editora Intrínseca aqui no Brasil. Eu acompanho o trabalho de Novak desde The Office e quando vi o primeiro trailer, já fiquei muito ansiosa para saber quem o traria pro Brasil.

O livro foi lançado no primeiro semestre de 2015 e, graças à nossa parceria com a Editora Intrínseca (olha o selinho ali ao lado), nós ganhamos um exemplar para contar pra vocês se o livro é tão engraçado assim mesmo.

Não é. É muito melhor do que o trailer.

Todas as vezes que vamos a uma livraria, Benjamin acha esse livro e me coloca pra ler para todas as crianças presentes. Ele já sabe o livro decorado (inclusive as palavras inventadas escritas na contracapa) e fica murmurando comigo, mas mesmo já tendo lido centenas de vezes – e eu não estou exagerando – ele sempre cai na gargalhada, assim como as crianças da recém-formada platéia. (Ele agora está tentando me convencer a gravar snaps lendo o livro – eu estou tentando convencer a ele de fazê-lo).

Eu adoro ler para crianças, particularmente para meu filho. Invento vozes para os personagens, acrescento inflexões, viro a performática. Mas confesso que às vezes, com livros ilustrados, a necessidade de interpretação na leitura pode se tornar um pouco secundária: a criança obviamente vai olhar mais para a figura colorida do que para o adulto. É a ideia, afinal,

Por isso O Livro Sem Figuras é tão fantástico. Ele exige essas inflexões, vozes e expressões faciais. É uma experiência a ser compartilhada entre adulto e criança que exige atenção e participação de ambos, porque o livro é um diálogo entre o leitor e o ouvinte. Ele pergunta: “Eu preciso mesmo continuar lendo?” o que mantém a atenção das crianças e a hilaridade ao submeter o adulto a falar coisas como “Eu sou um tamanduá robô”.

Não é um livro cheio de botões que produzem sons, ou personagens conhecidos, ou pop-ups magníficos. É um livro: capa dura, papel, letras. Sem figuras. Que exige mais dos adultos, mas extrai muito mais das crianças, até mesmo as mais novas. Item de primeira necessidade em qualquer biblioteca infantil.

Eu não era mais criança quando li Harry Potter pela primeira vez. Ainda assim, me encantei com aquele universo como se eu ainda tivesse onze anos de idade. Como resistir à magia? Impossível!

Da mesma forma, como resistir à magia de Animais Fantásticos e onde Habitam, filme que nos oferece mais uma oportunidade de entrar no fantástico mundo bruxo de J.K. Rowling? Eu confesso: não resisti! Acompanhamos, eu e meu filho, a pré-estréia ontem aqui em São Paulo e saímos do cinema felizes da vida.

Classificação Indicativa

Antes de mais nada, um aviso: a classificação indicativa de 12 anos é bastante adequada. O filme tem vários momentos bem tensos e que podem sim assustar as crianças menores. Crianças a partir dos 9, 10 que já estejam acostumadas com os momentos mais sombrios do universo Harry Potter (que tenham assistido aos últimos filmes sem grandes sustos, por exemplo) conseguem acompanhar numa boa, mas talvez precisem – como o meu filho precisou – segurar a mão da mãe, do pai ou de seu responsável em alguns momentos da história.

Os fantásticos animais

Em Animais Fantásticos Newt Scamander (Eddie Redmayne) é um bruxo magizoologista, que se dedica a pesquisar, documentar e proteger criaturas mágicas. Já me identifiquei de cara com ele porque, né, sou dessas que também curte demais resgatar e proteger os animaizinhos.

Claro que enquanto eu resgato gatinhos e cãezinhos da rua, Newt se dedica proteger e cuidar de criaturas um tanto quanto exóticas como a Águia Trovão e o Occamy, ou fofinhas e carismáticas como o Pelúcio e o Tronquilho. O mais legal é que além de cuidar ele carrega essas criaturas com ele, numa mala mágica!

Nós já conhecíamos Newt Scamander no mundo de Harry Potter pois ele é o autor do livro “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, (que inclusive foi lançado aqui no nosso mundo trouxa pela J.K Rolling em 2001, com renda revertida à instituição Comic Relief).

A obra é prefaciada por Alvo Dumbledore, e faz parte das indicações de literatura para o estudo de “Trato das Criaturas Mágicas”, em Hogwarts. Porém o filme se passa bem antes desse livro ser escrito.

Os personagens 

Estamos em 1926 e Newt Scamander está chegando em Nova York com sua maleta mágica recheada de bichinhos quando um “Não-Maj” (como são conhecidos os “trouxas” nos Estados Unidos) chamado Jacob (Dan Fogler) cruza seu caminho, o que acaba causando a fuga de alguns de seus animais.

A dupla é investigada por Porpentina Goldstein, aTina, (Katherine Waterston) uma ex auror da Macusa, o equivalente americano ao Ministério da Magia, que acabou afastada de sua função. Tina, por sua vez, é a irmã da bruxa Queenie Goldstein (Alison Sudol), que tem a habilidade da legilimência (siiiiim, ela lê mentes *_____*)

Está formado aí o nosso grupo principal. Achei o máximo termos um grupo principal no mundo adulto, aliás. Vale dizer aqui que a comunidade bruxa dos Estados Unidos vive escondida e não se mistura com os “Não-Majs”, o que nos leva a outro núcleo da história: a Sociedade Filantrópica Nova Salem, um grupo de “Não-Majs” que considera os bruxos uma ameaça.

E aqui começa o lado mais pesado do filme. Mary Lou Barebone (Samantha Morton) é a arrepiante líder desse grupo de anti-bruxos, e vive com seus filhos adotivos não menos esquisitos e apavorantes: Credence (Ezra Miller), disparado o meu personagem favorito do filme, Chastity (Jenn Murray) e Modesty (Faith Wood-Blagrove, que, aliás, é a única criança do elenco).

Por último, e não menos importantes, temos a figura de Percival Graves (Colin Farrell), auror, chefe do departamento do cumprimento das leis mágicas da Macusa. E também a participação relâmpago e polêmica do bruxo das trevas Gerardo Grindelwald (Johnny Depp).

O que achamos

A história mistura esses momentos mais leves, alegres e divertidos de magia e encantamento com cenas mais pesadas, sombrias e que, como já é tradição de J.K. Rolling, abordam temas importantes como o preconceito e a intolerância.

O filme tem muitas cenas de ação e muitos movimentos lindos de câmera, passeando pela cidade e cenário, uma verdadeira viagem pela Nova York dos anos 20. Os figurinos, detalhes, objetos de cena são todos perfeitos assim como os animais e, em especial, todo um universo impressionante que acontece dentro da maleta do Newt.

Recomendo muito que seja assistido em 3D. Nós tivemos a oportunidade de ver em 4D no Cinépolis do JK Iguatemi, aqui em São Paulo com direito a cadeiras mexendo a cada movimento de câmera, sopro das criaturas mágicas nos nossos rostos e ouvidos e até água caindo. Apesar de uma certa tontura, experiência aprovadíssima, foi MUITO divertido e Samuel delirou.

Animais Fantásticos e onde Habitam estreia hoje, 17 de novembro, em todo Brasil, em versões 2D e 3D e Imax, e conta novamente com direção do David Yates, que esteve à frente dos últimos quatro filmes da saga Harry Potter (filmes que eu adoro).Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos Classificação Remisson: Classificação adequada. Tem cenas de violência e algumas bastante sombrias e assustadoras. Para crianças valentes a partir dos 9, 10 anos, que estejam familiarizadas com o universo mais sombrio de HP, dá pra encarar!

Por último, e não menos importantes, temos a figura de Percival Graves (Colin Farrell), auror, chefe do departamento do cumprimento das leis mágicas da Macusa. E também a participação relâmpago e polêmica do bruxo das trevas Gerardo Grindelwald (Johnny Depp).

Quer presentear nesse dia das crianças e não sabe como? Pac Mãe te dá uma forcinha! Já falamos várias vezes aqui no blog sobre o consumismo dentro e fora do mundo nerd e da necessidade de repensarmos algumas datas comerciais, como o dia das mães e até a Páscoa, por exemplo. Fica meio difícil escapar do bombardeio que a mídia e as lojas fazem em torno do Dia das Crianças, mas sempre é possível e desejável conversar com os pequenos sobre esse tipo de data.

Será necessário mesmo comprar um presente? Será que familiares (avós, tios, padrinhos)  já não estão pensando em comprar presentes também, o que acarretaria em uma quantidade imensa de brinquedos novos? Será que a criança quer mesmo aquele presente ou brinquedo, ou só está somente empolgada por ver outras crianças com ele ou muitas propagandas sobre ele?

Questionar é importante. Muitas vezes estamos tão acostumados a reagir sem refletir diante dessas datas comerciais que quando percebemos mais um presente foi comprado de forma impulsiva e será provavelmente deixado de lado em alguns dias. Dito isso, selecionamos algumas sugestões que podem servir de inspiração para um presente criativo, original e divertido. Lembrando que um passeio em família, uma tarde fazendo alguma atividade juntos, uma troca de carinho e de amor, também podem ser presentes incríveis, inesquecíveis e muito aproveitados por todos. Aqui no post você vai encontrar sugestões sobre tudo isso e muito mais!

Brinquedos tradicionais da nossa infância

A ideia de mostrar aos pequenos como eram os brinquedos de outras épocas e brincar juntos é infalível. Para os adultos é nostalgia pura e para as crianças uma oportunidade de deixar um pouco de lado os celulares, tablets e outros eletrônicos e brincar “de verdade”. Um exemplo são os brinquedos da Rede Asta, feitos à mão por artesãs de baixa renda A produção dos itens respeita o meio ambiente pois reaproveita materiais e gera renda para essas mulheres, sem deixar de lado a qualidade. Tem bilboquês, vai-e-vem, cordas de pular, elástico (Amava! Minha brincadeira favorita na época da escola – mas esse do grupo Divas é bem diferente, colorido e coberto de tecido, uma graça!), peteca e outros brinquedos tradicionais. Vale dar uma passeada pelo site e conhecer o trabalho deles. No site Elo7 você também encontra várias opções artesanais como carrinho de rolimã, pião, fantoches e aqueles tapetes de amarelinha (que aliás eu também tinha e adorava!).

Não quer gastar dinheiro? A maioria desses brinquedos podem ser feitos em casa, com materiais recicláveis e com ajuda das crianças. O próprio momento de construir juntos o brinquedo já vira por si só uma brincadeira muito legal. Também rola dar uma pesquisada no fundo do armário e nas casas dos avós e descobrir relíquias originais “da nossa época” para repassar aos filhotes.

Brinquedos Musicais

O que é a vida sem um pouco de música? A gente ama, e as crianças também. As sugestões de presentes musicais vão desde  um primeiro instrumento mais simples e rústico, como um  Tamborzinho, um Chocalho, um Conjunto de Apitos ou um Pau de Chuva, até, para os maiores, um Mini Acordeon, um Teclado ou um Violão estilo Ukulele, que podem ser a porta de entrada para um estudo mais profissional da música. Se a intenção é incentivar o estudo, a coleção de livros Brincando com Música, da Escala Educacional pode ser um estímulo a mais. Também o site  Sala do Músico, que reúne professores de música de todo o Brasil, está oferecendo agora em outubro, em homenagem ao Dia das Crianças, desconto de 25% no pacote de 4 aulas, ou seja, comprando 3 aulas você ganha uma grátis. Os valores das aulas variam entre R$ 50 e R$ 400 de acordo com o perfil e a especialização de cada professor. 

Não quer gastar dinheiro? Se você tem o dom de tocar algum instrumento musical, chegou a hora de passar adiante seus ensinamentos. Mais uma vez, a grande diversão é curtir momentos de diversão juntos. Não toca nada? Leve seu filho a uma apresentação musical gratuita em sua cidade. No site do Sesc é sempre muito fácil encontrar shows de qualidade gratuitos ou a preços super em conta. Outra ideia é aprenderem juntos técnicas de percussão corporal. Grupos incríveis como o Barbatuques costumam ensinar algumas técnicas simples em vídeos do Youtube.

Brinquedos Eletrônicos 

Não deu pra escapar, né? Quem é você afinal para reclamar? Você por acaso larga esse celular? Desconecta dessas dezenas de aparelhinhos que nos cercam diariamente? Olha lá, héim… Nada de hipocrisia por aqui. Não adianta querer que a sua criança brinque mais na rua sem dar o exemplo antes, combinado? Bora desligar tudo antes de começar a cobrar a criança. Nossa seleção de eletrônicos reúne tablets infantis, carrinhos de controle remoto (da Candide, tem nos temas Frozen e Star Wars, muito legais, gostei de ver que tem um carrinho de controle remoto voltado para o público feminino – sim, a gente sabe que nem precisa ser cor de rosa para as meninas brincarem, mas algumas se importam com isso, acho legal ter essa opção),  um teclado gamer para PC, uma luminária de foguete que também vira lanterna de LED e até uma Minnie com reconhecimento de voz que interage com a criança. Devo confessar, porém,  que tem um presente em especial dessa seleção que eu quero pra mim! Sério… Lançamento da DL, esse Tablet da Hello Kitty, desenvolvido em parceria com a Sanrio, tem sistema Android, wi fi, 3G, processador Dual Core 1,2 GHz, 512 MB de memória RAM e memória interna 4GB. Vem recheado de conteúdos e aplicativos da Hello Kitty e ainda acompanha uma bolsinha exclusiva (e linda). O preço sugerido é de R$ 379,90 e já estou aguardando o meu!